Resumo Minuto Regional
O mercado brasileiro de soja manteve um ritmo lento nesta quinta-feira (8), caracterizado pela escassez de ofertas firmes e pouca variação nas cotações. A comercialização permanece travada devido à distância entre as expectativas de preços de compradores e vendedores. O cenário é influenciado diretamente pelo foco dos produtores rurais, que priorizam o plantio da nova safra, aproveitando as chuvas recentes para acelerar as atividades no campo.
No cenário internacional, a Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) registrou queda nos preços do grão e do farelo, enquanto o óleo apresentou valorização. A pressão sobre as cotações foi impulsionada pelo avanço da colheita nos Estados Unidos e por dados de exportações semanais norte-americanas, que ficaram em 549.400 toneladas, volume considerado modesto frente às expectativas do mercado. A China foi o principal destino das compras, absorvendo 382.900 toneladas.
A cautela dos investidores também reflete a expectativa pelo relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para esta sexta-feira. Projeções indicam uma produção norte-americana de 4,541 bilhões de bushels para a safra 2026/27, acima da estimativa de setembro. Para os estoques de passagem, o mercado aposta em 311 milhões de bushels, enquanto os estoques finais mundiais devem sofrer ajustes para baixo, conforme as previsões dos analistas.
No mercado físico brasileiro, as variações foram pontuais. Em Passo Fundo (RS), a saca recuou de R$ 148,00 para R$ 147,50, e em Santa Rosa (RS), passou de R$ 149,00 para R$ 148,50. Em Cascavel (PR), Rondonópolis (MT), Dourados (MS) e Rio Verde (GO), os preços permaneceram estáveis, variando entre R$ 140,00 e R$ 143,00. Nos portos, Paranaguá manteve a saca a R$ 154,00, enquanto Rio Grande registrou queda, fechando a R$ 156,50.
O câmbio também apresentou volatilidade, com o dólar comercial encerrando o dia em alta de 0,20%, cotado a R$ 5,0243. A moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0003 e a máxima de R$ 5,0268 durante a sessão. A combinação entre a instabilidade cambial, a pressão externa vinda de Chicago e a prioridade do produtor com o plantio mantém o setor em compasso de espera, sem sinais claros de mudança estrutural no curto prazo.
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- Tema: Clima.
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