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Chuvas intensas atrasam colheita e impactam safra de cana-de-açúcar

Clima•Atualizado há 1 h
Chuvas intensas atrasam colheita e impactam safra de cana-de-açúcar
Em 30 segundos
• O que aconteceu:O excesso de chuvas registrado na região centro-sul do Brasil tem provocado atrasos significativos na colheita da cana-de-açúcar, gerando incertezas sobre o volume e a qualidade da produção para o ciclo 2026/2027. Dados da consultoria Stonex indicam que cerca de 32 milhões de toneladas de cana podem não ser processadas a tempo, sendo remanejadas para o ciclo de 2027. O cenário é reflexo direto de um regime pluviométrico atípico, que superou em 90% a média histórica esperada para o período entre abril e setembro deste ano.
• Onde:Regional
• Quem é afetado:População regional
• O que acontece agora:Acompanhamento dos desdobramentos oficiais pela redação

Resumo Minuto Regional

O excesso de chuvas registrado na região centro-sul do Brasil tem provocado atrasos significativos na colheita da cana-de-açúcar, gerando incertezas sobre o volume e a qualidade da produção para o ciclo 2026/2027. Dados da consultoria Stonex indicam que cerca de 32 milhões de toneladas de cana podem não ser processadas a tempo, sendo remanejadas para o ciclo de 2027. O cenário é reflexo direto de um regime pluviométrico atípico, que superou em 90% a média histórica esperada para o período entre abril e setembro deste ano.

A dinâmica operacional das usinas foi diretamente alterada pelo clima. Embora exista matéria-prima disponível nos campos, a umidade excessiva do solo impede a entrada das máquinas, prolongando o cronograma de colheita. Enquanto o encerramento das atividades costuma ocorrer em outubro, a previsão atual é de que os trabalhos se estendam até dezembro. Esse prolongamento, somado às condições meteorológicas, compromete a qualidade da cana, afetando diretamente o índice de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR), métrica fundamental para a rentabilidade do setor.

No mercado, o cenário é de contrastes entre a demanda e a capacidade produtiva. O açúcar tem registrado valorização, com a cotação em Nova York saltando de 15 centavos por libra-peso em julho para os atuais 20 centavos. Esse movimento incentiva as usinas a priorizarem a fabricação do adoçante em detrimento do etanol, cujos preços permanecem menos competitivos. Contudo, a meta de produção elevada enfrenta o obstáculo técnico da qualidade da matéria-prima, que pode limitar o rendimento final do produto processado.

O planejamento para os próximos meses exige cautela redobrada por parte dos produtores e gestores de usinas. A estratégia para mitigar as perdas envolve um monitoramento constante das condições climáticas, que ditarão o ritmo das operações. A possibilidade de antecipar o início da safra 2027/2028 para março já é discutida pelo setor, mas essa decisão permanece condicionada à estabilização do tempo. Caso as precipitações permaneçam acima do esperado, o planejamento logístico e produtivo poderá sofrer novos ajustes para evitar prejuízos maiores.

Contexto da publicação

  • Tema: Clima.
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