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Preços da arroba do boi gordo sinalizam continuidade do movimento de alta

Agro•Atualizado há 43 min
Preços da arroba do boi gordo sinalizam continuidade do movimento de alta
Em 30 segundos
• O que aconteceu:O mercado físico do boi gordo registrou nova valorização nesta quinta-feira, dia 8, consolidando a tendência de alta observada nos últimos dias em diversas regiões produtoras do país. O cenário é impulsionado pela dificuldade dos frigoríficos em compor escalas de abate satisfatórias, que atualmente variam entre cinco e sete dias úteis. A oferta restrita de animais prontos para o abate força as indústrias a elevarem as indicações de compra para garantir o abastecimento das plantas, mantendo a pressão altista sobre as cotações da arroba.
• Onde:Regional
• Quem é afetado:População regional
• O que acontece agora:Acompanhamento dos desdobramentos oficiais pela redação

Resumo Minuto Regional

O mercado físico do boi gordo registrou nova valorização nesta quinta-feira, dia 8, consolidando a tendência de alta observada nos últimos dias em diversas regiões produtoras do país. O cenário é impulsionado pela dificuldade dos frigoríficos em compor escalas de abate satisfatórias, que atualmente variam entre cinco e sete dias úteis. A oferta restrita de animais prontos para o abate força as indústrias a elevarem as indicações de compra para garantir o abastecimento das plantas, mantendo a pressão altista sobre as cotações da arroba.

O impacto dessa movimentação é verificado nos preços médios praticados nos principais estados produtores. Em São Paulo, a arroba passou de R$ 377,33 para R$ 379,33. Em Goiás, o valor subiu de R$ 361,25 para R$ 363,93, enquanto em Minas Gerais a cotação atingiu R$ 368,53, frente aos R$ 367,35 do dia anterior. No Mato Grosso do Sul, o preço médio alcançou R$ 370,11, ante R$ 369,09, e no Mato Grosso o valor subiu de R$ 347,77 para R$ 349,05. A perspectiva de analistas do setor é de que novos reajustes ocorram no curto prazo, dada a persistência dos fundamentos atuais de oferta limitada.

No setor atacadista, a carne bovina também apresenta preços mais elevados ao longo da semana. Esse movimento é sustentado pela entrada dos salários na economia, que estimula um ritmo maior de reposição entre o atacado e o varejo. O quarto traseiro em São Paulo teve valorização, atingindo R$ 29,50 por quilo. Já o quarto dianteiro manteve-se em R$ 22,00, enquanto a ponta de agulha permaneceu cotada a R$ 20,50 por quilo.

Apesar do aquecimento nas vendas, o consumo de carne bovina enfrenta barreiras competitivas. A preferência do consumidor final ainda é influenciada pela maior acessibilidade financeira da carne de frango e dos cortes suínos, que se mantêm como alternativas mais baratas no mercado. Esse fator impõe um limite à velocidade de repasse dos aumentos de preços ao longo da cadeia produtiva, mesmo com a melhora no fluxo de comercialização observada neste período do mês.

Paralelamente, o câmbio apresentou oscilação durante a sessão. O dólar comercial encerrou o dia com alta de 0,20%, sendo negociado a R$ 5,0243 para venda e R$ 5,0223 para compra. Ao longo do dia, a moeda norte-americana registrou mínima de R$ 5,0003 e máxima de R$ 5,0268. A variação cambial é um dos fatores monitorados pelo setor, dada a sua influência direta nos custos de produção e na dinâmica de exportação das commodities agropecuárias brasileiras.

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  • Tema: Agro.
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