Resumo Minuto Regional
O setor agropecuário do Paraná apresentou um desempenho robusto no primeiro semestre de 2026, com destaque para a expansão no abate de aves e o avanço no plantio das culturas de verão. Dados do Departamento de Economia Rural (Deral) e do IBGE revelam que o estado consolidou sua liderança nacional na avicultura, ao mesmo tempo em que mantém o ritmo de semeadura da soja e do feijão dentro das expectativas técnicas para o período.
No segmento de frangos, o Paraná atingiu a marca de 1,1 bilhão de aves abatidas entre janeiro e junho, um crescimento de 4,9% em relação ao mesmo intervalo de 2025. Esse volume representou 35% do total nacional, enquanto a produção de carne somou 2,6 milhões de toneladas, alta de 8,4%. O segundo trimestre foi particularmente expressivo, com 1,690 bilhão de cabeças abatidas. Em junho, o estado registrou o maior volume mensal da série histórica, com 568,51 milhões de aves, evidenciando um aumento no peso médio e no rendimento das carcaças.
A suinocultura paranaense também manteve estabilidade e relevância no cenário brasileiro, ocupando a segunda posição nacional. No primeiro semestre, foram abatidas 6,5 milhões de cabeças, um incremento de 1,6%, resultando em 623,6 mil toneladas de carne. O estado foi responsável por 21% do abate de suínos e por 21,3% da produção de carne suína em todo o país, confirmando a força da proteína animal na economia estadual.
Quanto às atividades agrícolas, o plantio da safra de soja 2026/27 já cobre 36% da área prevista. O Deral destaca que as condições de umidade no solo têm sido favoráveis, garantindo uma germinação adequada e um desenvolvimento inicial satisfatório das plantas, com um ritmo de trabalho ligeiramente superior à média das últimas temporadas.
Para o feijão, a primeira safra já alcançou 52% da área projetada, que totaliza 88,3 mil hectares, uma redução de 14% em comparação à safra anterior. Apesar da menor área, o mercado apresenta valorização: em setembro, os preços pagos aos produtores subiram 12% para o feijão carioca e 8% para o preto. No acumulado dos últimos doze meses, a alta nos preços dessas variedades chega a quase 60%, refletindo o atual cenário de oferta e demanda.
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- Tema: Agro.
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