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Soja trava no Brasil: excesso de chuva impede avanço do plantio e mantém lavouras em preparação

Clima•Atualizado há 38 min
Soja trava no Brasil: excesso de chuva impede avanço do plantio e mantém lavouras em preparação
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• O que aconteceu:O plantio da soja no Rio Grande do Sul enfrenta um início de temporada marcado pela lentidão. Embora o período recomendado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) tenha começado oficialmente em 1º de outubro, a semeadura permanece incipiente em todo o estado. As atividades atuais estão restritas, em grande parte, a áreas que possuíam autorização para implantação antecipada ainda no mês de setembro.
• Onde:Regional
• Quem é afetado:População regional
• O que acontece agora:Acompanhamento dos desdobramentos oficiais pela redação

Resumo Minuto Regional

O plantio da soja no Rio Grande do Sul enfrenta um início de temporada marcado pela lentidão. Embora o período recomendado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) tenha começado oficialmente em 1º de outubro, a semeadura permanece incipiente em todo o estado. As atividades atuais estão restritas, em grande parte, a áreas que possuíam autorização para implantação antecipada ainda no mês de setembro.

O principal entrave para o avanço das máquinas no campo tem sido o excesso de umidade nos solos. A frequência e o volume das chuvas registradas nas últimas semanas impedem que os produtores realizem a entrada nas lavouras com segurança. Conforme o relatório semanal da Emater-RS, divulgado nesta quinta-feira, o progresso da semeadura foi pontual, mantendo a maior parte das propriedades em fase de preparação, com a dessecação já avançada e aguardando apenas a estabilização das condições climáticas para o início da operação.

Nas áreas onde o plantio foi realizado de forma antecipada, os primeiros resultados indicam uma boa emergência e um estande satisfatório das plantas. No entanto, o cenário exige atenção em locais que sofreram com a queda de granizo. Nessas regiões, as lavouras apresentam danos físicos e seguem sob monitoramento técnico para que seja possível avaliar a capacidade de recuperação das culturas.

A gestão do solo também apresenta desafios específicos. Enquanto a cobertura com aveia e azevém tem sido eficaz na proteção contra a erosão e no controle de plantas daninhas, o acúmulo de palhada, somado à umidade persistente, pode retardar ainda mais o ritmo das operações de plantio. O manejo adequado desses resíduos será fundamental para que os produtores consigam ganhar celeridade assim que o tempo permitir o trânsito dos equipamentos.

Para a safra 2026/27, as projeções da Emater/RS-Ascar indicam uma área cultivada de 6.645.384 hectares no estado. A expectativa técnica é de uma produtividade média de 3.183 quilos por hectare, o que resultaria em uma produção total estimada em 21.151.135 toneladas de soja. Esses números dependem, contudo, da normalização do calendário de plantio nas próximas semanas.

No âmbito comercial, o mercado gaúcho registrou uma leve retração nos valores. O preço médio da saca de soja no Rio Grande do Sul apresentou queda de 1,61% na última semana, passando de R$ 142,00 para R$ 139,71. Apesar da desvalorização média, o mercado local apresenta variações regionais, como observado na Bolsa de Cereais de Cruz Alta, onde a soja disponível está sendo cotada a R$ 149,00.

Contexto da publicação

  • Tema: Clima.
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