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Tecnologia brasileira reduz uso de fosfato em rações e ganha escala industrial no PR

Agro•Atualizado há 26 d
Tecnologia brasileira reduz uso de fosfato em rações e ganha escala industrial no PR
Em 30 segundos
• O que aconteceu:Uma tecnologia brasileira voltada para a otimização da nutrição animal alcançou escala industrial com a inauguração de uma nova unidade fabril em Apucarana, no norte do Paraná. O empreendimento foca na produção de um aditivo que melhora a absorção e a retenção de cálcio e fósforo em aves, permitindo que os produtores reduzam a quantidade de fosfato adicionada às rações. O insumo é fabricado a partir de óleos vegetais, substituindo matérias-primas de origem fóssil por uma molécula renovável.
• Onde:Regional
• Quem é afetado:População regional
• O que acontece agora:Acompanhamento dos desdobramentos oficiais pela redação

Resumo Minuto Regional

Uma tecnologia brasileira voltada para a otimização da nutrição animal alcançou escala industrial com a inauguração de uma nova unidade fabril em Apucarana, no norte do Paraná. O empreendimento foca na produção de um aditivo que melhora a absorção e a retenção de cálcio e fósforo em aves, permitindo que os produtores reduzam a quantidade de fosfato adicionada às rações. O insumo é fabricado a partir de óleos vegetais, substituindo matérias-primas de origem fóssil por uma molécula renovável.

A adoção desse produto gera impactos diretos na sustentabilidade da cadeia produtiva. Segundo a GFS, empresa responsável pela inovação, cada quilo do aditivo evita a extração de cerca de 8 quilos de fosfato da natureza. Além disso, a redução na produção de fosfato resulta em uma diminuição superior a 1 tonelada de emissões de CO2 para cada tonelada que deixa de ser fabricada. Do ponto de vista econômico, estudos indicam uma economia entre R$ 20 e R$ 30 por tonelada de ração produzida.

A escolha de Apucarana para sediar a planta industrial justifica-se pela posição geográfica estratégica. O município atua como um hub logístico que conecta polos produtores e consumidores nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, facilitando o escoamento para o Porto de Paranaguá e estados vizinhos como São Paulo e Mato Grosso do Sul. Com a nova estrutura, a capacidade produtiva do aditivo subiu de 500 para 4.500 toneladas mensais, atendendo tanto o mercado interno quanto exportações para o Chile e países asiáticos.

A empresa também expandiu sua atuação para a suinocultura, introduzindo fibras naturais derivadas de pinos de reflorestamento. Esse componente auxilia no funcionamento intestinal dos suínos e potencializa o aproveitamento de nutrientes. A capacidade de produção dessas fibras atingiu 1,6 mil toneladas por mês. A implementação dessas tecnologias conta com o acompanhamento da Adapar, que realiza fiscalizações in loco nas granjas para monitorar os processos de sustentabilidade e a segurança alimentar dos animais.

O mercado brasileiro de rações é um dos maiores do mundo, com o consumo superando 45 milhões de toneladas na avicultura de corte e postura e 22 milhões de toneladas na suinocultura em 2025. Diante desse cenário, a GFS projeta ampliar sua presença internacional. A tecnologia está em fase de registro na Europa e nas Américas, com foco inicial nos mercados do México e dos Estados Unidos. A meta da companhia é alcançar mais de 20 mercados importadores até o final de 2028, consolidando o desenvolvimento de soluções nacionais para o setor agropecuário.

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  • Tema: Agro.
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