Resumo Minuto Regional
Produtores de soja do Rio Grande do Sul já podem iniciar o plantio da oleaginosa antes do período previsto no calendário oficial a partir desta terça-feira (15). A autorização foi concedida pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) para atender a demandas específicas de agricultores que enfrentam dificuldades no estabelecimento das lavouras devido a condições climáticas adversas.
Para obter a permissão de semeadura antecipada, o produtor deve obrigatoriamente apresentar um plano de manejo voltado ao combate da ferrugem asiática, doença causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi. O documento precisa detalhar estratégias de manejo integrado, incluindo a rotação de mecanismos de ação de fungicidas, a utilização de multissítios e a alternância de ingredientes ativos. A recomendação da secretaria é que esse planejamento seja elaborado com o acompanhamento de um responsável técnico.
A medida atende, prioritariamente, a solicitações vindas da região de Santa Rosa. Nas últimas safras, produtores locais relataram problemas recorrentes no estabelecimento inicial das lavouras, o que gerou a necessidade de replantio e prejudicou o desempenho produtivo. A flexibilização busca mitigar esses impactos, permitindo que o ciclo da cultura seja melhor adaptado ao cenário climático atual da região.
O Departamento de Defesa Vegetal (DDV) da Seapi, em parceria com a Emater/RS-Ascar, será responsável pelo monitoramento das áreas que optarem pelo plantio antecipado. O objetivo desse acompanhamento é coletar dados sobre os efeitos da mudança no calendário, o que servirá de base para avaliar a viabilidade de uma alteração permanente nas datas oficiais ou a criação de zonas de plantio distintas em todo o estado gaúcho.
A Secretaria da Agricultura faz um alerta importante sobre os riscos financeiros envolvidos na decisão. As lavouras semeadas antes do período regular não estão contempladas pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). Consequentemente, caso ocorram sinistros nessas áreas, os produtores não terão direito à cobertura oferecida pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro).
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