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Produtores de algodão entregam aos presidenciáveis agenda para 2027-2030

Agro•Atualizado há 20 d
Produtores de algodão entregam aos presidenciáveis agenda para 2027-2030
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• O que aconteceu:Representantes da cotonicultura brasileira entregaram, no dia 21 de maio, em Brasília, uma agenda estratégica voltada aos candidatos à Presidência da República para o ciclo 2027-2030. O documento, elaborado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), propõe que o setor seja tratado como um ativo estratégico para o desenvolvimento nacional, defendendo a implementação de uma política de Estado que integre produção, indústria, comércio exterior, inovação e sustentabilidade.
• Onde:Regional
• Quem é afetado:População regional
• O que acontece agora:Acompanhamento dos desdobramentos oficiais pela redação

Resumo Minuto Regional

Representantes da cotonicultura brasileira entregaram, no dia 21 de maio, em Brasília, uma agenda estratégica voltada aos candidatos à Presidência da República para o ciclo 2027-2030. O documento, elaborado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), propõe que o setor seja tratado como um ativo estratégico para o desenvolvimento nacional, defendendo a implementação de uma política de Estado que integre produção, indústria, comércio exterior, inovação e sustentabilidade.

A proposta central da entidade é a valorização das fibras naturais, com recomendações que incluem o estímulo à indústria têxtil nacional, a adoção de compras públicas sustentáveis e o incentivo ao desenvolvimento de materiais de base biológica. A Abrapa sugere ainda a realização de pesquisas sobre os impactos ambientais e à saúde causados por fibras sintéticas e microplásticos, além de buscar o aprimoramento técnico das fibras de algodão para ampliar sua presença no mercado, inclusive em misturas com outros insumos.

Para garantir a competitividade do setor, a agenda abrange temas estruturais como a modernização da política agrícola, a reforma tributária e a busca por estabilidade regulatória. A associação destaca a vulnerabilidade do país quanto à dependência de fertilizantes importados, afetada por tensões geopolíticas e variações cambiais, e defende a conclusão da regulamentação da lei dos bioinsumos. O texto também enfatiza a necessidade de ampliar o seguro rural e diversificar as fontes de financiamento, incluindo o acesso ao mercado de capitais.

No âmbito do comércio exterior, a entidade propõe uma atuação diplomática e sanitária mais robusta para reduzir a concentração das exportações e superar barreiras tarifárias e não tarifárias. O objetivo é diversificar os destinos do algodão brasileiro, consolidando o protagonismo do país no mercado global. O presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli, ressaltou que o setor exige um ambiente de segurança jurídica para sustentar os investimentos e a capacidade produtiva.

O documento foi construído com a participação das 11 associações estaduais que compõem a Abrapa, entidade que representa produtores responsáveis por 99% da área plantada e da produção nacional, além da totalidade das exportações brasileiras da fibra. A valorização das fibras naturais permanecerá como um ponto central na agenda institucional da associação, com foco de atuação direcionado ao Congresso Nacional e aos ministérios competentes durante a próxima legislatura.

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  • Tema: Agro.
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