Resumo Minuto Regional
Os preços do petróleo registraram uma queda acentuada nesta segunda-feira, influenciados pela normalização do fornecimento saudita e pela expectativa de avanços diplomáticos no Oriente Médio. O barril do tipo Brent para novembro encerrou o pregão na Intercontinental Exchange de Londres cotado a US$ 100,34, uma retração de 3,40%. No mesmo sentido, o petróleo WTI, negociado na Nymex, recuou 3,86%, fechando o dia a US$ 92,37 por barril.
A principal causa para o movimento de baixa foi a retomada dos fluxos de exportação da Arábia Saudita. A Saudi Aramco realizou o carregamento de cerca de 14 milhões de barris de óleo bruto em sete superpetroleiros no último domingo. A medida visa ampliar os embarques a partir dos terminais no Golfo, contornando os impactos causados por um ataque recente que interrompeu temporariamente as operações no oleoduto Leste-Oeste, que conecta a região ao Mar Vermelho.
Paralelamente, dados do Comando Central dos Estados Unidos indicam que o volume de petróleo e cargas que transitaram pelo Estreito de Ormuz nas últimas duas semanas atingiu o maior patamar dos últimos seis meses. Esse aumento no fluxo logístico, somado à menor demanda global observada desde o verão no Hemisfério Norte, tem mantido o mercado internacional em um estado de equilíbrio, afastando temores de desabastecimento imediato.
O cenário geopolítico também trouxe novos elementos para a precificação da commodity. À margem da 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, ocorreram conversas diplomáticas envolvendo Donald Trump e líderes do Golfo, o que gerou otimismo quanto a possíveis avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã. Contudo, a região permanece sob alerta, com informações de que o Reino Unido estuda prestar apoio militar à Arábia Saudita em ações contra os Houthis.
Analistas do banco suíço Julius Baer avaliam que a recomposição da oferta global, viabilizada pela diversificação das rotas de transporte, compensou as interrupções pontuais no oleoduto Leste-Oeste e no Estreito de Bab al-Mandeb. A instituição financeira mantém uma projeção de queda para o valor do barril, estimando que o Brent possa atingir a marca de US$ 77,50 nos próximos três meses, caso as condições atuais de oferta e demanda se consolidem.
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- Tema: Agro.
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