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Oferta restrita mantém alta do feijão preto, aponta Cepea/CNA

Agro•Atualizado há 20 d
Oferta restrita mantém alta do feijão preto, aponta Cepea/CNA
Em 30 segundos
• O que aconteceu:O mercado brasileiro de feijão registrou uma trajetória de valorização na última semana, impulsionado pela oferta restrita e pela postura firme dos vendedores. De acordo com o Indicador Cepea/CNA, divulgado em 21 de setembro de 2026, o feijão-preto foi o protagonista das altas mais expressivas no período. O cenário nacional é de cautela, com a produção da safra 2025/2026 estimada em 2,95 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 3,6% em relação ao ciclo anterior, enquanto os estoques finais estão projetados em 98,1 mil toneladas.
• Onde:Regional
• Quem é afetado:População regional
• O que acontece agora:Acompanhamento dos desdobramentos oficiais pela redação

Resumo Minuto Regional

O mercado brasileiro de feijão registrou uma trajetória de valorização na última semana, impulsionado pela oferta restrita e pela postura firme dos vendedores. De acordo com o Indicador Cepea/CNA, divulgado em 21 de setembro de 2026, o feijão-preto foi o protagonista das altas mais expressivas no período. O cenário nacional é de cautela, com a produção da safra 2025/2026 estimada em 2,95 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 3,6% em relação ao ciclo anterior, enquanto os estoques finais estão projetados em 98,1 mil toneladas.

No segmento do feijão-carioca, o comportamento dos preços variou conforme a região e a qualidade do grão. No Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, houve avanço de 4,49%, enquanto na região da capital paulista a saca de 60 quilos foi negociada a uma média de R$ 342,91 no dia 16 de setembro. Em contrapartida, Barreiras, na Bahia, apresentou um leve recuo de 0,16% devido ao descompasso entre as expectativas de preços de vendedores e compradores. Já no Noroeste de Minas Gerais, lotes de qualidade intermediária registraram alta de 4,99%, impulsionados pela preferência por grãos de coloração mais clara.

Em Sorriso, no Mato Grosso, os preços do feijão-carioca recuaram 1,46%. Embora a coloração dos lotes fosse considerada boa, os níveis de umidade elevaram a resistência dos compradores aos valores solicitados. Esse comportamento reforça a seletividade do mercado, onde fatores como a qualidade, a cor e o teor de umidade são determinantes para a liquidez das negociações e a formação final dos preços.

O feijão-preto tipo 1 apresentou as valorizações mais acentuadas, com destaque para o Paraná, onde as cotações subiram 10% entre 10 e 17 de setembro, abrangendo a Metade Sul, Curitiba e os Campos Gerais. No Oeste Catarinense, a alta foi de 4,51%, sustentada pela baixa disponibilidade e pela procura por grãos de melhor qualidade. Em Itapeva, São Paulo, o aumento foi de 4,78%, refletindo a necessidade das indústrias em recompor estoques diante da chegada de novas ofertas.

A escassez do feijão-preto é explicada por quedas significativas na produção nacional, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento. A primeira safra do ciclo 2025/26 registrou redução de 38,0%, enquanto a segunda safra teve queda de 42,9%. Esse cenário de oferta limitada deve continuar sustentando as cotações no curto prazo, embora a cautela dos compradores atue como um fator de moderação para movimentos mais intensos, especialmente no mercado de feijão-carioca.

Contexto da publicação

  • Tema: Agro.
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