Resumo Minuto Regional
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) interditou uma fábrica de ração animal em Blumenau, Santa Catarina, após constatar que o estabelecimento operava sem o devido registro obrigatório no órgão federal. A ação fiscalizatória foi deflagrada após o recebimento de uma denúncia formal, que levou os agentes a inspecionarem as instalações onde ocorriam a produção, mistura, pesagem, ensacamento e a venda direta de insumos destinados a diversas espécies animais.
Durante a vistoria, os fiscais identificaram uma estrutura completa para o processamento industrial, incluindo silos, misturadores, balanças e máquinas de fechamento de embalagens. Contudo, o ambiente apresentava graves falhas sanitárias. Foram registrados acúmulo de poeira e resíduos nos equipamentos, presença de teias de aranha e insetos, além da circulação de animais nas áreas onde as matérias-primas e os produtos acabados eram armazenados, evidenciando uma falha crítica no controle de pragas.
A ausência de mecanismos de rastreabilidade foi outro ponto de destaque no relatório da fiscalização. A empresa não mantinha registros adequados de identificação de lotes, o que impede o monitoramento da origem dos insumos utilizados e inviabiliza ações de controle ou recolhimento em casos de contaminação. Segundo o Mapa, o conjunto de irregularidades compromete diretamente a segurança e a qualidade do que é ofertado ao mercado, elevando o risco de proliferação de microrganismos nocivos.
A legislação brasileira estabelece critérios rigorosos para o setor de nutrição animal, exigindo que todas as unidades fabris cumpram normas de boas práticas de fabricação e possuam registro ativo. O descumprimento dessas diretrizes coloca em risco a saúde dos animais que consomem esses produtos. A falta de higiene e a precariedade no armazenamento são fatores que, isolados ou combinados, favorecem a deterioração dos itens e a introdução de agentes externos perigosos na cadeia produtiva.
Como desdobramento da operação, o Ministério da Agricultura e Pecuária informou que adotou as medidas administrativas cabíveis previstas na legislação vigente para casos de fabricação e comercialização irregular. O órgão não detalhou quais sanções específicas foram aplicadas, mas reforçou que a fiscalização continuará monitorando o cumprimento das normas sanitárias para garantir que apenas produtos certificados e seguros cheguem aos consumidores e criadores da região.
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- Tema: Agro.
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