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Juros futuros longos sobem com tensão no STF e avanço do petróleo

Agro•Atualizado há 26 d
Juros futuros longos sobem com tensão no STF e avanço do petróleo
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• O que aconteceu:Os juros futuros de prazos médios e longos registraram alta no fechamento desta terça-feira (15), impulsionados por um aumento no prêmio de risco no mercado interno e pela aversão ao risco no cenário internacional. O movimento foi influenciado diretamente pela expectativa em torno de um julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o ex-Banco Master, Daniel Vorcaro, além da valorização do petróleo tipo Brent, que se aproximou da marca de US$ 110 por barril.
• Onde:Regional
• Quem é afetado:População regional
• O que acontece agora:Acompanhamento dos desdobramentos oficiais pela redação

Resumo Minuto Regional

Os juros futuros de prazos médios e longos registraram alta no fechamento desta terça-feira (15), impulsionados por um aumento no prêmio de risco no mercado interno e pela aversão ao risco no cenário internacional. O movimento foi influenciado diretamente pela expectativa em torno de um julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o ex-Banco Master, Daniel Vorcaro, além da valorização do petróleo tipo Brent, que se aproximou da marca de US$ 110 por barril.

No âmbito doméstico, a curva de juros continua precificando majoritariamente uma redução da taxa Selic de 14% para 13,75% ao ano na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), com 96% de probabilidade apontada pelos contratos. Para o mês de novembro, as taxas de Depósito Interfinanceiro (DI) indicam uma divisão de expectativas: 52% de chance para um novo corte de 0,25 ponto porcentual e 48% para a manutenção da taxa. Já para dezembro, as estimativas do Banco BMG apontam 84% de probabilidade de estabilidade.

Ao final da sessão, a taxa do DI para janeiro de 2027 encerrou em 13,580%, mantendo-se praticamente estável. Contudo, os vencimentos mais longos apresentaram elevação: o contrato para janeiro de 2029 subiu para 13,940%, enquanto o vencimento para janeiro de 2031 avançou para 14,230%. Especialistas do setor financeiro apontam que a tensão institucional no STF atuou como o principal vetor para a abertura das taxas, somada ao peso do ambiente externo.

O cenário internacional foi pressionado pela alta de 2,9% no petróleo Brent, cotado a US$ 108,75 por barril. O aumento reflete preocupações com a oferta na Arábia Saudita, após ataques de houthis, do Iêmen, a um oleoduto estratégico. Esse avanço da commodity intensificou temores inflacionários globais e elevou os rendimentos dos Treasuries norte-americanos, que já precificam em mais de 90% a possibilidade de alta dos juros pelo Federal Reserve na decisão desta quarta-feira (16).

Apesar da volatilidade, o Tesouro Nacional realizou com sucesso a venda integral de sua oferta, totalizando 1,15 milhão de NTN-B e 750 mil LFT. O mercado agora aguarda os próximos desdobramentos institucionais e as decisões de política monetária, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, que devem definir o ritmo das taxas nos próximos meses.

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