Resumo Minuto Regional
A trajetória da família Babinski, no interior de Xavantina, em Santa Catarina, é marcada pela superação e pela profissionalização da suinocultura. O que começou na década de 1990 com apenas oito fêmeas e uma estrutura improvisada evoluiu para uma granja de referência regional. Atualmente, sob a gestão de Deyvis Babinski, a propriedade alcançou o primeiro lugar em desempenho na região, operando com um plantel de cerca de 6 mil suínos em fase de creche.
A história da família na propriedade começou em 1985, quando Leonir e Salete Babinski assumiram o compromisso de compra da terra. Sem acesso a financiamentos bancários ou contratos formais, a negociação foi selada apenas com um acordo verbal. Durante cinco anos, o casal enfrentou condições precárias de moradia e dificuldades financeiras, quitando a dívida em 1990 por meio da produção de milho e da venda de suínos para vizinhos, que serviam como moeda de troca para adquirir os primeiros animais.
Deyvis, que cresceu auxiliando os pais na rotina rural, chegou a se mudar para a região de Curitiba em 2012, mas optou por retornar ao campo após concluir que a vida urbana não atendia às suas expectativas. Ao reassumir os negócios familiares em 2016, ele decidiu diversificar a produção e investir no sistema de creche de leitões. A transição inicial foi desafiadora, marcada por dificuldades operacionais no manejo dos animais, que foram superadas com o tempo, padronização de processos e treinamento de equipe.
A evolução técnica da granja foi gradual. Após a construção do primeiro galpão em 2017, a propriedade conquistou o segundo lugar em conversão alimentar em 2018 e repetiu a posição em 2024. A busca pela excelência, que incluiu a profissionalização da gestão e a ampliação da estrutura com um segundo galpão, culminou na conquista do primeiro lugar em desempenho regional em 2025. O reconhecimento é visto pela família como um marco de dedicação e um estímulo para o planejamento de novas expansões.
Hoje, a granja consolidou-se como um empreendimento que gera empregos e mantém a sucessão familiar no agronegócio. O sucesso atual contrasta com o início difícil, quando a família dependia da produção de feijão para subsistência e do trabalho com gado leiteiro para complementar a renda. Com a estrutura atual, Deyvis Babinski projeta o futuro da granja, mantendo o foco na eficiência produtiva que levou a propriedade ao topo do ranking regional.
Contexto da publicação
- Tema: Agro.
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