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Haverá redução da demanda de milho para etanol com possível governo Flávio Bolsonaro?

Política•Atualizado há 47 min
Haverá redução da demanda de milho para etanol com possível governo Flávio Bolsonaro?
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• O que aconteceu:A projeção de demanda de milho para a produção de etanol no Brasil enfrenta um cenário de incerteza política após o primeiro turno das eleições de 2026. Atualmente, o cereal responde por mais de 20% do biocombustível fabricado no país, com a Hedgepoint Global Markets estimando que o consumo do grão para essa finalidade alcance 34 milhões de toneladas na safra 2026/27, o que representaria um crescimento de 17% em relação ao ciclo anterior.
• Onde:Regional
• Quem é afetado:População regional
• O que acontece agora:Acompanhamento dos desdobramentos oficiais pela redação

Resumo Minuto Regional

A projeção de demanda de milho para a produção de etanol no Brasil enfrenta um cenário de incerteza política após o primeiro turno das eleições de 2026. Atualmente, o cereal responde por mais de 20% do biocombustível fabricado no país, com a Hedgepoint Global Markets estimando que o consumo do grão para essa finalidade alcance 34 milhões de toneladas na safra 2026/27, o que representaria um crescimento de 17% em relação ao ciclo anterior.

Esse avanço, contudo, está condicionado à manutenção da resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que estabelece o percentual de 32% de etanol na gasolina. A norma tem validade até janeiro de 2027, com possibilidade de prorrogação por mais 180 dias. O debate sobre a continuidade dessa política ganhou relevância após o resultado das urnas no último domingo, quando o candidato Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos, superando os 45,16% registrados por Lula.

O posicionamento de Flávio Bolsonaro sobre o tema gera cautela no setor produtivo. Em agosto, o candidato afirmou que, se eleito, pretende rediscutir o percentual de mistura obrigatória. Ele classificou o aumento da proporção de biocombustível como uma forma de "reduflação", sob o argumento de que o consumidor pagaria o mesmo valor por um produto com menor rendimento energético no tanque. A declaração foi alvo de críticas por parte de representantes da indústria de etanol na época.

Apesar das declarações, a avaliação de especialistas do mercado é de que a manutenção da mistura de 32% é o cenário mais provável, independentemente do vencedor do pleito. Luiz Fernando Gutierrez Roque, coordenador de Inteligência de Mercado de Grãos & Oleaginosas da Hedgepoint, observa que a expectativa atual é de que a medida se torne definitiva após o período de transição. Segundo ele, ambos os candidatos podem, inclusive, optar por avançar na política de biocombustíveis.

Contudo, o analista ressalta que o cenário não é imutável. Caso ocorra uma redução na mistura obrigatória para o patamar de 30% em 2027, as projeções de demanda de milho para o setor sucroenergético precisarão ser recalculadas. Embora uma reversão seja considerada uma surpresa pelo mercado, a possibilidade não é descartada, mantendo o setor em estado de atenção sobre os próximos passos da política energética nacional.

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  • Tema: Política.
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