Resumo Minuto Regional
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) registrou um retorno social de R$ 27 para cada real investido em suas atividades de pesquisa e desenvolvimento. O dado, apresentado pela chefe-geral da instituição, Silvia Massruhá, durante o Congresso Brasileiro do Agronegócio, em São Paulo, reflete o impacto econômico e social das tecnologias desenvolvidas pela estatal para o campo brasileiro. Segundo o balanço social referente a 2025, a atuação da empresa resultou em um lucro social de R$ 127 bilhões e na criação de mais de 132 mil empregos indiretos em todo o país.
A estratégia da Embrapa baseia-se em uma estrutura composta por 43 centros de pesquisa, que operam de forma descentralizada para atender às especificidades de cada bioma e cadeia produtiva. O trabalho abrange desde o manejo de gado de leite e de corte até o desenvolvimento de culturas como café robusta e cacau na região amazônica, além de grãos e pecuária no Sul. Essa diversidade permite que a instituição promova uma agricultura multifuncional, que vai além da produção de alimentos, alcançando setores como fibras, energia, saúde, gastronomia e turismo local.
Um dos pilares da atuação atual da instituição é a transição para uma agricultura mais preditiva, fundamentada no uso estratégico de dados. A chefe-geral ressaltou que o vasto histórico de informações sobre clima e solo acumulado pela Embrapa deve ser utilizado para antecipar desafios, especialmente em um cenário marcado por eventos climáticos extremos. O objetivo é transformar esses dados em ferramentas que permitam ao produtor rural tomar decisões mais assertivas, reduzindo riscos e aumentando a resiliência das lavouras e rebanhos diante das variações ambientais.
A inovação tecnológica também está voltada para a sustentabilidade e a redução da dependência externa. A Embrapa tem priorizado o desenvolvimento de produtos de base biológica, como bioinsumos e biofertilizantes, visando diminuir a necessidade de importação de insumos químicos. Esse movimento busca fortalecer a autonomia do produtor brasileiro e promover práticas de cultivo mais alinhadas com as demandas ambientais contemporâneas, integrando a biotecnologia ao cotidiano das propriedades rurais.
Para que essas inovações alcancem o campo de forma eficaz, a instituição reforça a necessidade de aproximar a pesquisa científica da realidade do produtor. Massruhá enfatizou que a geração de tecnologia é apenas uma etapa do processo, sendo fundamental o fortalecimento da extensão pública para encurtar a distância entre o setor de pesquisa e quem efetivamente produz. O foco para os próximos passos é garantir que as soluções desenvolvidas nos laboratórios e campos experimentais sejam adotadas em larga escala, consolidando o papel da ciência como motor de desenvolvimento para o agronegócio nacional.
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- Tema: Agro.
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