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El Niño deve intensificar calor, seca e temporais na primavera de 2026

Agro•Atualizado há 20 d
El Niño deve intensificar calor, seca e temporais na primavera de 2026
Em 30 segundos
• O que aconteceu:A primavera no Hemisfério Sul tem início nesta terça-feira, dia 22 de setembro, às 21h05, sob a influência direta do fenômeno El Niño. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta para um período marcado por temperaturas elevadas em todo o território nacional, superando as médias históricas, e pela formação rápida de tempestades severas. O cenário climático será heterogêneo, com o fenômeno intensificando a seca em determinadas áreas enquanto agrava o excesso de precipitações em outras partes do país.
• Onde:Regional
• Quem é afetado:População regional
• O que acontece agora:Acompanhamento dos desdobramentos oficiais pela redação

Resumo Minuto Regional

A primavera no Hemisfério Sul tem início nesta terça-feira, dia 22 de setembro, às 21h05, sob a influência direta do fenômeno El Niño. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta para um período marcado por temperaturas elevadas em todo o território nacional, superando as médias históricas, e pela formação rápida de tempestades severas. O cenário climático será heterogêneo, com o fenômeno intensificando a seca em determinadas áreas enquanto agrava o excesso de precipitações em outras partes do país.

As projeções do Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (CPC/NOAA) indicam uma probabilidade superior a 90% de que o El Niño atinja a categoria de muito forte nesta estação. Existe ainda uma chance de 75% de que este evento climático se torne o mais intenso registrado desde o início dos monitoramentos em 1950. A influência do fenômeno será sentida com maior destaque nas regiões Sul, Norte e Nordeste, ditando o ritmo das condições meteorológicas pelos próximos três meses.

O comportamento das chuvas será desigual. O fluxo de umidade proveniente da Amazônia deve se intensificar, direcionando precipitações para o centro-sul da Região Norte, além de áreas do Centro-Oeste e do Sudeste. No Sul do país, a previsão destaca a ocorrência de Complexos Convectivos de Mesoescala, que são aglomerados de tempestades em formato circular. O Inmet alerta que São Paulo e Mato Grosso do Sul podem concentrar os volumes mais elevados de chuva nessas regiões, ficando acima da média esperada para o período.

Em contrapartida, o cenário é de preocupação com a estiagem em outras localidades. O norte do Nordeste, com ênfase para o norte do Piauí e o noroeste do Ceará, deve registrar redução nas precipitações. O déficit de chuvas também é esperado em grande parte das regiões Norte e Nordeste, apresentando um regime mais irregular. Condições semelhantes de escassez hídrica são projetadas para o centro-norte do Mato Grosso e para o norte de Goiás, onde a irregularidade das chuvas deve ser uma marca constante ao longo da estação.

A primavera de 2026, portanto, consolidará um padrão de temperaturas acima da média em praticamente todo o Brasil, com variações de intensidade conforme a localização geográfica. A combinação entre o calor persistente e a distribuição irregular das chuvas exige atenção às mudanças rápidas no tempo, especialmente devido à formação de tempestades severas. O monitoramento das condições atmosféricas seguirá sendo realizado pelo Inmet e órgãos internacionais ao longo dos próximos três meses, período em que o El Niño exercerá seu papel predominante no clima nacional.

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