Resumo Minuto Regional
O dólar encerrou a sessão desta quinta-feira (17) com leve queda, cotado a R$ 5,1393, o que representa uma desvalorização de 0,23%. O movimento de baixa consolidou-se ao longo da tarde, permitindo que a moeda norte-americana voltasse a operar abaixo da marca de R$ 5,15. Apesar do recuo diário, o câmbio ainda apresenta uma alta acumulada de 0,27% no decorrer desta semana.
O comportamento da moeda foi marcado por forte volatilidade durante o dia. Logo no início dos negócios, o dólar atingiu a mínima de R$ 5,1258. No entanto, por volta das 11h, a cotação chegou a subir para R$ 5,1768, impulsionada pela repercussão do anúncio de um reajuste de 15% no Bolsa Família. Após esse pico, o mercado passou por um processo de acomodação, devolvendo os ganhos iniciais conforme o ambiente de negócios se estabilizou.
A recuperação do real no período vespertino foi atribuída pelos operadores a um cenário de maior apetite ao risco nos mercados internacionais. O alívio nos preços do petróleo e a queda nas curvas de juros globais contribuíram para que a moeda brasileira ganhasse força. Especialistas observaram que o dólar já apresentava uma tendência de baixa antes da divulgação das notícias sobre o programa social, retomando esse movimento técnico após a volatilidade momentânea.
No cenário externo, o índice DXY, que monitora o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, manteve-se próximo à estabilidade, situando-se na faixa de 100,200 pontos. O mercado global segue atento aos desdobramentos da política monetária dos Estados Unidos, onde o Federal Reserve elevou a taxa básica de juros em 0,25 ponto porcentual, atingindo o intervalo entre 3,75% e 4% ao ano, com sinalizações de novos ajustes futuros.
Internamente, a atenção dos investidores também esteve voltada para a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto porcentual, para 13,75% ao ano. Além disso, prevaleceu a avaliação de que o reajuste do Bolsa Família não altera de maneira relevante o quadro fiscal de curto prazo. Essa combinação de fatores externos e domésticos definiu o fechamento do câmbio, equilibrando as reações políticas com os ajustes de posições dos investidores.
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