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Crédito rural no Brasil cai 26% e quase 30% no Rio Grande do Sul

Agro•Atualizado há 27 d
Crédito rural no Brasil cai 26% e quase 30% no Rio Grande do Sul
Em 30 segundos
• O que aconteceu:O acesso ao crédito rural no Brasil registrou uma queda de 26% nos últimos doze meses, cenário que se mostra ainda mais severo no Rio Grande do Sul, onde a retração alcança quase 30%. O levantamento, realizado pela Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), aponta que a restrição financeira impacta diretamente a capacidade de custeio dos produtores, gerando preocupações sobre a continuidade das atividades no campo e a estabilidade econômica do setor agropecuário nacional.
• Onde:Regional
• Quem é afetado:População regional
• O que acontece agora:Acompanhamento dos desdobramentos oficiais pela redação

Resumo Minuto Regional

O acesso ao crédito rural no Brasil registrou uma queda de 26% nos últimos doze meses, cenário que se mostra ainda mais severo no Rio Grande do Sul, onde a retração alcança quase 30%. O levantamento, realizado pela Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), aponta que a restrição financeira impacta diretamente a capacidade de custeio dos produtores, gerando preocupações sobre a continuidade das atividades no campo e a estabilidade econômica do setor agropecuário nacional.

A redução no financiamento reflete diretamente na área destinada ao cultivo e à criação de animais. Dados comparativos entre julho de 2025 e julho deste ano mostram que a área financiada para custeio agropecuário no país encolheu de 34 milhões para 25 milhões de hectares. O impacto é mais acentuado nas culturas de soja, milho e na pecuária bovina, segmentos que compõem cerca de 90% da área financiada no Brasil. Especificamente, a soja teve uma redução de 25,8% no crédito, o milho de 27,4% e a bovinocultura de 25,5%.

A situação de inadimplência também apresenta números expressivos. Enquanto a média nacional de atrasos no crédito rural está em 23,5%, o índice no Rio Grande do Sul atinge 41% da carteira de crédito. Esse cenário de endividamento tem gerado dificuldades financeiras acentuadas para os pequenos produtores e para os agricultores mais vulneráveis, que encontram obstáculos crescentes para manter suas operações produtivas diante da escassez de recursos.

A insegurança gerada pela falta de crédito coloca em risco não apenas a produção interna, mas também o desempenho das exportações brasileiras. Diante desse panorama, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) manifestou preocupação por meio de uma carta aberta, na qual solicita a adoção de medidas imediatas para mitigar os efeitos da crise e garantir a sustentabilidade do setor agrícola frente aos desafios financeiros atuais.

Atualmente, o Congresso Nacional debate a Medida Provisória 1376, que propõe diretrizes para a renegociação das dívidas rurais. Tanto a FPA quanto especialistas do setor defendem que o texto da medida precisa ser conduzido com uma abordagem eficaz, capaz de oferecer soluções práticas para os produtores que enfrentam dificuldades. A expectativa é que o avanço dessas discussões legislativas possa oferecer um alívio financeiro necessário para a recuperação da capacidade produtiva no campo.

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  • Tema: Agro.
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