Resumo Minuto Regional
As cotações da soja no mercado físico brasileiro registraram valorização nesta terça-feira (15), acompanhando a tendência de alta observada na Bolsa de Mercadorias de Chicago. Apesar do movimento positivo nos preços, o volume de negócios permanece restrito em todo o país. A indústria nacional mantém uma postura cautelosa, realizando compras apenas para suprir necessidades imediatas, enquanto os produtores rurais optam por reter suas ofertas, limitando as transações a pequenos lotes.
O cenário de preços foi impulsionado pelo fechamento positivo em Chicago e pela leve valorização do dólar comercial, que encerrou o dia cotado a R$ 5,1537. Com isso, todas as praças monitoradas apresentaram elevação nos valores. No Rio Grande do Sul, Passo Fundo passou de R$ 154,00 para R$ 155,00, enquanto Santa Rosa subiu de R$ 155,00 para R$ 156,00. No Paraná, Cascavel atingiu R$ 152,00 e Paranaguá alcançou R$ 163,00. Em Mato Grosso, Rondonópolis chegou a R$ 147,00, ao passo que Dourados, no Mato Grosso do Sul, e Rio Verde, em Goiás, registraram R$ 147,00 e R$ 148,00, respectivamente.
A volatilidade na Bolsa de Chicago foi influenciada diretamente pela disparada dos preços do petróleo, que subiram após a intensificação de conflitos no Oriente Médio. Além do setor energético, o mercado de grãos reagiu a fatores climáticos e de demanda internacional. A previsão de chuvas no Meio-Oeste dos Estados Unidos gera preocupações quanto a possíveis atrasos na colheita americana, enquanto a procura chinesa pela soja dos EUA mantém um ritmo acelerado, sustentando as cotações futuras.
No fechamento dos contratos em Chicago, a posição para entrega em novembro subiu 1,11%, cotada a US$ 13,18 3/4 por bushel. O contrato para janeiro de 2024 também avançou, fechando a US$ 13,35 1/4 por bushel. O setor de subprodutos acompanhou o otimismo, com o farelo de soja para dezembro registrando alta de 2,58%, atingindo US$ 365,40 por tonelada, e o óleo de soja fechando a 70,35 centavos de dólar, com valorização de 0,22%.
O mercado segue atento aos desdobramentos geopolíticos e às condições meteorológicas nos Estados Unidos, que continuam sendo os principais vetores de volatilidade para os preços da oleaginosa. No âmbito doméstico, a dinâmica de comercialização permanece travada, com a indústria operando com estoques reduzidos e produtores aguardando melhores condições para liberar o produto armazenado.
Contexto da publicação
- Tema: Agro.
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