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Copom reforça necessidade de harmonia entre política fiscal e monetária

Agro•Atualizado há 20 d
Copom reforça necessidade de harmonia entre política fiscal e monetária
Em 30 segundos
• O que aconteceu:O Comitê de Política Monetária (Copom) enfatizou, na ata de sua reunião de setembro publicada nesta terça-feira (22), que a harmonia entre as políticas fiscal e monetária é indispensável para o controle da inflação. O colegiado destacou que a condução das contas públicas exerce influência direta tanto no estímulo à demanda agregada a curto prazo quanto na percepção de sustentabilidade da dívida nacional, o que impacta diretamente o prêmio a termo da curva de juros.
• Onde:Regional
• Quem é afetado:População regional
• O que acontece agora:Acompanhamento dos desdobramentos oficiais pela redação

Resumo Minuto Regional

O Comitê de Política Monetária (Copom) enfatizou, na ata de sua reunião de setembro publicada nesta terça-feira (22), que a harmonia entre as políticas fiscal e monetária é indispensável para o controle da inflação. O colegiado destacou que a condução das contas públicas exerce influência direta tanto no estímulo à demanda agregada a curto prazo quanto na percepção de sustentabilidade da dívida nacional, o que impacta diretamente o prêmio a termo da curva de juros.

Conforme o documento, uma gestão fiscal que adote uma postura contracíclica e colabore para a diminuição do prêmio de risco é fundamental para que a inflação retorne à meta estabelecida. O comitê ressaltou que a previsibilidade e a credibilidade das ações econômicas são pilares necessários para garantir a estabilidade do cenário macroeconômico e facilitar o trabalho de ajuste monetário realizado pela autoridade central.

O texto alerta que a falta de disciplina fiscal, o enfraquecimento de reformas estruturais e o crescimento do crédito direcionado geram incertezas sobre a estabilização da dívida pública. Tais fatores possuem potencial para elevar a taxa de juros neutra da economia, o que, na prática, reduz a eficácia da política monetária e encarece o processo de desinflação, impactando negativamente a atividade econômica como um todo.

Esta sinalização ocorre logo após a decisão tomada na semana anterior, quando o Copom optou por reduzir a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto porcentual. Com o ajuste, a taxa passou de 14,00% para 13,75% ao ano. A ata reforça que a coordenação entre as esferas fiscal e monetária permanece como o elemento central para o sucesso desse ciclo de redução dos juros.

A avaliação do colegiado é de que a política econômica deve ser pautada pela transparência e pela consistência das medidas adotadas. O documento serve como um guia sobre a visão do comitê acerca dos desafios atuais, reiterando que a convergência da inflação depende de um esforço conjunto que envolva tanto a manutenção de juros adequados quanto o compromisso com o equilíbrio das contas públicas a longo prazo.

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  • Tema: Agro.
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