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Copom reafirma cautela e reduz Selic para 13,75% ao ano

Agro•Atualizado há 20 d
Copom reafirma cautela e reduz Selic para 13,75% ao ano
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• O que aconteceu:O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central oficializou a redução da taxa básica de juros, a Selic, de 14,00% para 13,75% ao ano. A decisão, consolidada na ata da reunião encerrada no último dia 16, marca o quinto corte consecutivo realizado pela autoridade monetária. O movimento integra um ciclo de calibração cautelosa iniciado em março, período em que os juros acumulam uma queda total de 1,25 ponto porcentual. Antes deste ciclo, a taxa havia permanecido estagnada em 15% por dez meses, entre junho de 2025 e março de 2026.
• Onde:Regional
• Quem é afetado:População regional
• O que acontece agora:Acompanhamento dos desdobramentos oficiais pela redação

Resumo Minuto Regional

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central oficializou a redução da taxa básica de juros, a Selic, de 14,00% para 13,75% ao ano. A decisão, consolidada na ata da reunião encerrada no último dia 16, marca o quinto corte consecutivo realizado pela autoridade monetária. O movimento integra um ciclo de calibração cautelosa iniciado em março, período em que os juros acumulam uma queda total de 1,25 ponto porcentual. Antes deste ciclo, a taxa havia permanecido estagnada em 15% por dez meses, entre junho de 2025 e março de 2026.

Na ata divulgada nesta terça-feira, o colegiado enfatizou a necessidade de serenidade e cautela na condução da política monetária. O documento aponta que o cenário econômico atual é marcado por um aumento nas incertezas, pela desancoragem das expectativas de mercado e por riscos elevados em torno do cenário base. Segundo o Banco Central, a redução dos juros é compatível com a estratégia de conduzir a inflação para a meta estabelecida ao longo do horizonte relevante, mantendo o nível de restrição necessário para garantir essa convergência.

As projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) permanecem inalteradas. Para o fechamento de 2026, a estimativa é de uma alta de 5,2%, patamar que supera o teto da meta oficial, fixado em 4,5%. Para o ano de 2027, a expectativa é de uma inflação de 3,9%. Já para o primeiro trimestre de 2028, que compõe o atual horizonte relevante da política monetária, a previsão é de que o índice acumule 3,2%. O detalhamento dessas projeções separa os preços livres, com altas estimadas em 5,2%, 4,1% e 3,2% nos períodos, e os preços administrados, previstos em 5,3%, 3,5% e 3,2%, respectivamente.

O cálculo desses indicadores baseia-se em um cenário de referência que utiliza a trajetória de juros do relatório Focus de 14 de setembro. As premissas incluem a aplicação da bandeira amarela nas contas de energia elétrica em dezembro de 2026 e 2027, além de uma taxa de câmbio inicial de R$ 5,15, que evolui conforme a paridade do poder de compra. Para o preço do petróleo, o Banco Central utiliza a curva futura por seis meses, seguida de uma projeção de alta de 2% ao ano.

Para os próximos passos, o Copom reforçou que continuará monitorando a evolução do cenário econômico e incorporando novas informações à medida que surgirem. A condução da política monetária seguirá estritamente vinculada ao objetivo de trazer a inflação para a meta, mantendo a atenção constante sobre o comportamento do câmbio, os preços de energia e a volatilidade das commodities. A sinalização do comitê é de que a postura de vigilância permanece inalterada diante do ambiente de incerteza.

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