Resumo Minuto Regional
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) marcou presença no Fórum Público da Organização Mundial do Comércio (OMC), realizado em Genebra, na Suíça, entre os dias 15 e 17 de setembro. O evento reuniu representantes de governos, setor empresarial, academia e organizações internacionais para debater os principais desafios do comércio global e pautas estratégicas para o agronegócio brasileiro. A entidade foi representada pela assessora de Relações Internacionais, Isadora Barbosa de Souza, que participou de uma série de painéis e reuniões técnicas.
Durante o primeiro painel, organizado pela Organização Mundial dos Agricultores (WFO), o foco central foram os obstáculos que afetam a segurança alimentar e as cadeias de abastecimento. Foram discutidos os impactos de conflitos geopolíticos, eventos climáticos extremos, restrições comerciais e gargalos logísticos. Segundo a representante da CNA, esses fatores geram reflexos imediatos nas propriedades rurais, elevando significativamente os custos de produção, o que inclui gastos com fertilizantes, energia, transporte, crédito e seguros.
Em um segundo momento, o debate, conduzido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), abordou a complexidade de mensurar o comércio de serviços ligados ao campo. O grupo analisou como atividades como assistência técnica, capacitação, uso de inteligência artificial, genética animal e vegetal, agricultura de precisão, rastreabilidade e logística impactam o setor. A dificuldade de contabilizar esses serviços nas estatísticas tradicionais, visto que muitos são prestados digitalmente ou embutidos nos produtos, foi um dos pontos centrais da discussão.
Nesse contexto, a CNA apresentou a experiência brasileira, destacando o papel do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) na oferta de assistência técnica, gerencial e formação profissional aos produtores. A assessora enfatizou que aprimorar a coleta de dados sobre esses serviços é fundamental para embasar futuras políticas públicas, atrair investimentos e qualificar as negociações comerciais internacionais. A necessidade de maior precisão estatística foi apontada como um passo essencial para o desenvolvimento do setor.
A agenda da representante brasileira em Genebra também incluiu reuniões com o secretariado da OMC e com os presidentes dos Comitês de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (SPS) e de Agricultura. O objetivo foi acompanhar de perto as negociações em curso e as atualizações das pautas desses colegiados. A participação no Fórum reforçou a defesa da CNA por um sistema de comércio global baseado em regras claras, que ofereça maior previsibilidade e segurança jurídica aos produtores brasileiros que atuam no mercado exportador.
O Fórum Público da OMC encerrou sua programação com um balanço expressivo de participação, contando com 540 palestrantes distribuídos em 113 sessões distintas. O evento serviu como um espaço de articulação para que as demandas do agro nacional fossem levadas ao centro das decisões globais, conectando as necessidades dos produtores locais com as diretrizes discutidas pelas principais organizações internacionais. A atuação da CNA busca garantir que o Brasil continue influenciando as normas que regem o comércio de alimentos e insumos no cenário mundial.
Contexto da publicação
- Tema: Agro.
- 1 fonte consultada nesta publicação.
Este resumo editorial foi elaborado a partir das referências listadas. Para conferir detalhes, contexto completo e atualizações, consulte a publicação original.




