Resumo Minuto Regional
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) defendeu a aplicação de critérios estritamente técnicos e científicos para a regulação do cultivo de pinus e eucalipto no país. O posicionamento foi apresentado nesta quarta-feira (16), durante o painel “Pinus e Eucalipto sob Pressão Regulatória: ciência, políticas públicas e segurança jurídica”, realizado na segunda edição do evento Lignum Latin America Talks, em Pinhais, no Paraná.
O debate reuniu especialistas do setor para analisar desafios da cadeia florestal, incluindo temas como competitividade, logística, construções em madeira, geopolítica e os impactos da reforma tributária. A participação da entidade no evento teve como foco central a necessidade de garantir segurança jurídica para os produtores rurais diante das discussões sobre as listas nacionais de espécies exóticas invasoras.
A assessora técnica da CNA, Jaíne Cubas, detalhou as ações que a confederação tem desenvolvido junto à Comissão Nacional da Biodiversidade (Conabio). A entidade mantém um acompanhamento constante das reuniões e dos grupos técnicos do órgão, articulando a participação de federações estaduais, instituições de pesquisa, especialistas e entidades setoriais para qualificar o debate sobre a regulação dessas espécies.
Embora reconheça a relevância do controle de invasões biológicas para a preservação da biodiversidade, a CNA sustenta que as decisões regulatórias devem considerar os diferentes contextos de ocorrência e as formas de utilização do pinus e do eucalipto. A entidade argumenta que as medidas adotadas pelo poder público precisam ser proporcionais aos riscos identificados, evitando prejuízos desnecessários ao setor produtivo.
O posicionamento da confederação enfatiza que qualquer avaliação sobre a regulação dessas espécies deve integrar uma análise abrangente, que pondere não apenas os aspectos ambientais, mas também os impactos sociais e econômicos gerados pela atividade florestal. A busca por um equilíbrio entre a conservação e a viabilidade econômica do setor é o ponto central da atuação da CNA nas instâncias governamentais.
A continuidade da participação da entidade nas discussões da Conabio visa assegurar que o processo regulatório seja pautado por evidências científicas robustas. O objetivo é evitar restrições que não sejam justificadas tecnicamente, garantindo que o uso do pinus e do eucalipto continue a ser viável dentro da cadeia florestal brasileira, respeitando as diretrizes de sustentabilidade e as normas vigentes.
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- Tema: Agro.
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