Resumo Minuto Regional
O avanço de uma frente fria associada a um ciclone extratropical coloca diversas regiões do Brasil em alerta para temporais severos, ventos que podem superar 100 km/h e chuvas volumosas. Nesta segunda-feira (21), o maior risco meteorológico está concentrado no Rio Grande do Sul, onde a instabilidade deve provocar alagamentos e transtornos em áreas urbanas. A previsão indica ainda a possibilidade de queda de granizo, além de fenômenos como tornados e microexplosões em partes do Sul do país.
A partir de terça-feira (22), o cenário de instabilidade se desloca, perdendo força no Rio Grande do Sul, mas ganhando intensidade no Paraná, Santa Catarina e avançando para o Sudeste e Centro-Oeste. No Paraná, a expectativa é de acumulados de chuva entre 60 e 80 milímetros nos próximos cinco dias, concentrados principalmente no centro-norte do estado. Esse volume de precipitação pode impactar diretamente o início do ciclo de plantio da soja 2026/27, dificultando as operações agrícolas em campo.
O sistema climático também provocará uma mudança brusca nas temperaturas. A partir de terça-feira, o Rio Grande do Sul registrará queda nos termômetros, com previsão de marcas abaixo de 10 °C e risco de geada em regiões como a Serra Gaúcha, Serra Catarinense e áreas próximas à fronteira com o Uruguai. O frio deve se estender ao norte gaúcho, catarinense e paranaense, com uma tendência de recuperação gradual das temperaturas apenas ao longo da próxima semana.
No Sudeste e Centro-Oeste, o alerta para temporais, ventos fortes e granizo abrange São Paulo, Mato Grosso do Sul, sul de Minas Gerais, Rio de Janeiro, além do sul de Mato Grosso e de Goiás. Paralelamente, o Brasil Central, o Norte e o Nordeste enfrentam um cenário distinto, marcado por calor intenso, com máximas que podem superar 40 °C, e chuvas irregulares. Nessas regiões, a umidade do solo não deve apresentar recuperação significativa nos próximos cinco dias, mantendo a preocupação com o estabelecimento das lavouras.
A perspectiva para a virada da próxima semana aponta para a formação de um novo sistema de baixa pressão, que pode elevar os acumulados de chuva para patamares superiores a 100 milímetros em partes do Sul. Esse padrão de instabilidade frequente exige monitoramento constante dos produtores rurais, que enfrentam desafios opostos: o excesso de umidade que impede o trabalho em campo em algumas áreas e a irregularidade das chuvas combinada ao calor extremo em outras regiões produtoras.
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- Tema: Agro.
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