Resumo Minuto Regional
O mercado físico do boi gordo finalizou a semana com negociações operando acima da referência média em diversas regiões do país. O principal fator que sustenta esse movimento de alta é a restrição na oferta de animais prontos para o abate, um cenário que se mantém mesmo diante de uma demanda limitada, tanto no mercado interno quanto no setor de exportações.
A dinâmica de compra varia conforme o tamanho das plantas frigoríficas. Enquanto as unidades de maior porte conseguem manter escalas de abate mais confortáveis, utilizando animais de parceria e a produção de confinamentos próprios, os frigoríficos menores enfrentam dificuldades. Para essas empresas, o quadro é mais restrito, com escalas de abate significativamente encurtadas, o que pressiona as negociações diárias.
No levantamento de preços por estado, o mercado paulista lidera com a arroba cotada a R$ 354,71. Em Mato Grosso do Sul, o valor atingiu R$ 348,55, seguido por Goiás, com R$ 343,89, e Minas Gerais, com R$ 340,53. O Mato Grosso registrou o menor valor entre os estados citados, com a arroba negociada a R$ 332,12.
No atacado, os preços da carne bovina registraram elevação nesta sexta-feira. O quarto dianteiro subiu R$ 1,00, alcançando R$ 20,50 por quilo, enquanto a ponta de agulha teve alta de R$ 0,50, chegando a R$ 19,00. O traseiro bovino manteve a estabilidade, cotado a R$ 27,50 por quilo. O setor avalia que há pouco espaço para novos reajustes no curto prazo, especialmente porque a próxima semana não apresenta forte apelo ao consumo.
Além da sazonalidade, a carne bovina enfrenta o desafio da competitividade frente a outras proteínas, como o frango, que se mantém como uma opção mais acessível ao consumidor. Esse cenário de preços elevados no atacado, somado à menor procura, indica um período de cautela para os próximos dias.
Por fim, o câmbio também influenciou o fechamento semanal. O dólar comercial encerrou o dia com valorização de 0,11%, cotado a R$ 5,1452 para venda. Durante a sessão, a moeda oscilou entre a mínima de R$ 5,1232 e a máxima de R$ 5,1657. No acumulado da semana, a divisa norte-americana registrou uma alta de 0,42%, impactando as variáveis do setor exportador.
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- Tema: Agro.
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