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Abiec prevê retomada da carne bovina brasileira na UE no 1º semestre de 2027

Agro•Atualizado há 24 d
Abiec prevê retomada da carne bovina brasileira na UE no 1º semestre de 2027
Em 30 segundos
• O que aconteceu:A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) projeta que o retorno das exportações de carne bovina brasileira para a União Europeia deve ocorrer apenas no primeiro semestre de 2027. O presidente da entidade, Roberto Perosa, descartou uma resolução para o impasse ainda em 2026, condicionando a retomada do fluxo comercial ao reingresso do Brasil na lista de fornecedores habilitados e à negociação de um período de transição com o bloco europeu.
• Onde:Regional
• Quem é afetado:População regional
• O que acontece agora:Acompanhamento dos desdobramentos oficiais pela redação

Resumo Minuto Regional

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) projeta que o retorno das exportações de carne bovina brasileira para a União Europeia deve ocorrer apenas no primeiro semestre de 2027. O presidente da entidade, Roberto Perosa, descartou uma resolução para o impasse ainda em 2026, condicionando a retomada do fluxo comercial ao reingresso do Brasil na lista de fornecedores habilitados e à negociação de um período de transição com o bloco europeu.

As restrições ao produto brasileiro começaram em 3 de setembro, após a entrada em vigor do Regulamento de Execução (UE) 2026/1189. A norma estabelece novas exigências para a importação de animais e derivados, focadas no uso de antimicrobianos. O Brasil foi o único país citado nominalmente no regulamento por não ter enviado as informações solicitadas dentro do prazo, enquanto outras 92 nações ou regiões foram habilitadas após comprovarem o cumprimento das novas regras.

A complexidade do caso reside na exigência europeia de garantias sobre o uso de antimicrobianos durante todo o ciclo de vida do animal. Em junho, o governo brasileiro propôs um modelo de transição que previa a comprovação da ausência de produtos proibidos nos últimos nove meses de vida do bovino e uma certificação plena do rebanho a ser implementada gradualmente até 2029. Contudo, a proposta foi rejeitada pelas autoridades da União Europeia.

Diante do cenário, a indústria, pecuaristas e certificadoras desenvolveram um novo protocolo de conformidade, já apresentado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Enquanto as indústrias já aderiram ao sistema, a Abiec e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) buscam ampliar a adesão dos produtores rurais. A estratégia atual consiste em uma negociação de duas etapas: primeiro, a habilitação do país e, posteriormente, a obtenção de um período de transição que antecipe as vendas antes do ciclo completo de produção.

Segundo estimativas da Abiec, a adequação integral às normas europeias pode levar cerca de dois anos. Para acelerar o processo, a entidade sugeriu ao Mapa a realização de visitas técnicas a propriedades brasileiras para a verificação in loco dos procedimentos adotados. Atualmente, uma nova proposta de transição está sendo discutida entre a associação e o ministério, antes de ser submetida formalmente aos representantes europeus.

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