Resumo Minuto Regional
Um levantamento realizado pela plataforma UrbVerde, da Universidade de São Paulo (USP), revelou disparidades térmicas significativas em Franca, no interior de São Paulo. Os dados, divulgados em 2024, apontam que a temperatura da superfície em diferentes bairros pode variar mais de 5°C para cima ou para baixo em relação à média urbana, que é estimada em 30°C. O estudo utiliza imagens de satélite para identificar a formação de ilhas de calor, fenômeno caracterizado por temperaturas mais elevadas em áreas urbanas densas em comparação com as regiões do entorno.
O Parque dos Ipês lidera o ranking das áreas mais quentes, registrando uma temperatura de superfície 5,55°C acima da média. Logo atrás, aparecem o Jardim Roselândia, com 5,21°C acima, e o Polo Industrial São Bernardo, com um acréscimo de 4,85°C. Essas variações positivas indicam locais onde materiais como asfalto, concreto e telhados absorvem e retêm mais calor, elevando a temperatura da superfície em comparação com o restante da cidade.
Em contrapartida, as regiões que apresentam as temperaturas mais amenas são aquelas com maior cobertura vegetal. O Jardim Paineiras ocupa a primeira posição entre os locais mais frescos, com uma marca de 9,9°C abaixo da média. O Jardim Monte Carlo e o City Petrópolis completam a lista das áreas com temperaturas mais baixas, registrando, respectivamente, 7,55°C e 7,13°C abaixo da média de referência. A presença de vegetação e água é apontada como o fator determinante para esse resfriamento.
A metodologia empregada pela UrbVerde baseia-se na análise de imagens captadas pelos satélites Landsat 8 e Landsat 9, que possuem resolução espacial de 30 metros. É importante ressaltar que os dados medem a temperatura da superfície — ou seja, o aquecimento direto de solos, vias e edificações — e não a temperatura do ar, que é aferida por estações meteorológicas convencionais. O cálculo considera a média das áreas urbanas e periurbanas durante os meses mais úmidos, compreendidos entre novembro e fevereiro.
O objetivo do mapeamento é oferecer uma visão clara sobre a distribuição térmica no município, permitindo que a população e o poder público compreendam a relação direta entre o tipo de cobertura do solo e o conforto térmico. Ao comparar os valores positivos e negativos, o estudo identifica as ilhas de calor existentes em Franca, evidenciando como a urbanização e a falta de áreas verdes influenciam o microclima local. A plataforma disponibiliza esses dados para auxiliar na análise da ocupação urbana e seus impactos ambientais.
Contexto da publicação
- Localidade: Ribeirão Preto/SP.
- Tema: Educação.
- 1 fonte consultada nesta publicação.
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