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Senado discute proposta para reduzir jornada de trabalho de 44 para 40 horas

Política•Atualizado há 54 min
Senado discute proposta para reduzir jornada de trabalho de 44 para 40 horas
Em 30 segundos
• O que aconteceu:O Senado Federal avançou nesta quarta-feira, 25, na tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe a redução da jornada de trabalho semanal de 44 para 40 horas. O texto, que também visa extinguir a escala de trabalho 6x1, assegurando dois dias de folga aos trabalhadores sem que haja qualquer redução salarial, passou pela segunda das cinco sessões de discussão obrigatórias previstas pelo regimento interno da Casa antes de ser submetido à votação definitiva.
• Onde:Regional
• Quem é afetado:População regional
• O que acontece agora:Acompanhamento dos desdobramentos oficiais pela redação

Resumo Minuto Regional

O Senado Federal avançou nesta quarta-feira, 25, na tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe a redução da jornada de trabalho semanal de 44 para 40 horas. O texto, que também visa extinguir a escala de trabalho 6x1, assegurando dois dias de folga aos trabalhadores sem que haja qualquer redução salarial, passou pela segunda das cinco sessões de discussão obrigatórias previstas pelo regimento interno da Casa antes de ser submetido à votação definitiva.

A matéria já possui um histórico de ampla aceitação na Câmara dos Deputados, onde foi aprovada em maio deste ano com uma votação expressiva de 461 votos favoráveis contra apenas 19 contrários. Para viabilizar o debate atual, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, estabeleceu o formato semipresencial, garantindo que parlamentares que não estão fisicamente em Brasília possam participar das deliberações e manifestar seus posicionamentos sobre as mudanças propostas.

Durante a sessão, a líder do governo no Senado, Teresa Leitão, defendeu a relevância da medida. A parlamentar argumentou que a pauta não possui viés eleitoral e reflete um debate que se estende por anos, ganhando maior tração política desde o início deste ano. Segundo a senadora, a proposta encontra respaldo em levantamentos que indicam a aceitação de 72% da população brasileira, reforçando o caráter popular da iniciativa que busca modernizar as relações laborais no país.

O cronograma de votação segue um rito estabelecido em acordo entre o presidente Lula e o comando do Senado. A expectativa é que o rito de cinco sessões seja rigorosamente cumprido antes que o texto seja levado ao plenário. Contudo, o processo enfrenta divergências internas. Enquanto setores da base governista pressionam pela celeridade, parlamentares da oposição buscam estratégias para adiar a discussão, alegando a necessidade de um exame mais aprofundado sobre os impactos da mudança.

Entre os parlamentares, há também quem defenda cautela técnica. O senador Oriovisto Guimarães (PSDB), embora favorável à aprovação da proposta, manifestou preocupação com os efeitos práticos da alteração. Ele solicitou um tempo maior para a realização de ajustes no texto, argumentando que é fundamental evitar danos ao setor produtivo nacional durante o processo de implementação da nova jornada de trabalho.

O cenário atual aponta para um impasse entre a popularidade da medida e a necessidade de conciliar os interesses dos trabalhadores com a viabilidade econômica defendida pelos empresários. A continuidade das próximas três sessões de discussão será decisiva para definir se o texto seguirá para votação sem alterações ou se sofrerá modificações para acomodar as demandas apresentadas pelos senadores, mantendo o foco na transição para o novo modelo de carga horária.

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  • Tema: Política.
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