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Seguro rural deve ser prioridade para o próximo governo, afirma Tirso Meirelles

Política•Atualizado há 55 min
Seguro rural deve ser prioridade para o próximo governo, afirma Tirso Meirelles
Em 30 segundos
• O que aconteceu:O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (FAESP), Tirso Meirelles, defendeu que o seguro rural deve figurar como a prioridade máxima da agenda governamental a partir de 2027. A declaração ocorre em um momento em que o setor busca consolidar mecanismos de proteção financeira diante das instabilidades climáticas e econômicas que afetam a produção agropecuária em todo o território nacional.
• Onde:Regional
• Quem é afetado:População regional
• O que acontece agora:Acompanhamento dos desdobramentos oficiais pela redação

Resumo Minuto Regional

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (FAESP), Tirso Meirelles, defendeu que o seguro rural deve figurar como a prioridade máxima da agenda governamental a partir de 2027. A declaração ocorre em um momento em que o setor busca consolidar mecanismos de proteção financeira diante das instabilidades climáticas e econômicas que afetam a produção agropecuária em todo o território nacional.

A recente aprovação de um marco legal para o seguro rural no Congresso Nacional foi reconhecida por Meirelles como um avanço fundamental para conferir segurança jurídica aos produtores. No entanto, o dirigente pontuou que o texto final sancionado sofreu vetos em pontos considerados estratégicos, o que demanda novos debates e ajustes legislativos para que a ferramenta cumpra plenamente o seu papel de amparo ao campo nos próximos anos.

Um dos principais problemas apontados pela FAESP é o aumento do endividamento entre os agricultores. De acordo com a entidade, a ausência de uma cobertura securitária eficiente deixa o produtor desprotegido diante de perdas produtivas. Sem essa rede de segurança, qualquer frustração de safra compromete diretamente a capacidade de pagamento dos financiamentos tomados para a aquisição de sementes, insumos e equipamentos tecnológicos essenciais para a operação das propriedades.

O cenário é agravado pela necessidade de contenção de gastos por parte do Tesouro Nacional, o que historicamente limita a disponibilidade de recursos para o subsídio ao prêmio do seguro rural. Essa restrição orçamentária impede que uma parcela maior de produtores tenha acesso a apólices, mantendo o setor em uma situação de vulnerabilidade financeira constante. A falta de proteção, segundo a análise de Meirelles, desestimula o investimento produtivo e coloca em risco a sustentabilidade das atividades no longo prazo.

Para a FAESP, a implementação efetiva e ampliada do seguro rural é a única via capaz de garantir a estabilidade financeira necessária para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro. O foco para o próximo ciclo governamental deve ser a superação dos entraves orçamentários e a revisão dos pontos vetados, visando criar um ambiente onde o agricultor possa investir em tecnologia e produtividade com a garantia de que o seu patrimônio está protegido contra imprevistos.

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  • Tema: Política.
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