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Relatório aponta queda de 73% nas populações de vertebrados selvagens desde 1970

Agro•Atualizado há 32 min
Relatório aponta queda de 73% nas populações de vertebrados selvagens desde 1970
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• O que aconteceu:As populações de vertebrados selvagens ao redor do mundo registraram uma queda média de 73% entre 1970 e 2022. O dado faz parte do relatório Planeta Vivo, elaborado pela Sociedade Zoológica de Londres para o WWF Internacional, que monitorou 35.803 populações de 5.790 espécies de mamíferos, pássaros, peixes, répteis e anfíbios. O levantamento aponta que a redução média anual no período foi de 2,5%, refletindo um cenário de declínio persistente na biodiversidade global.
• Onde:Regional
• Quem é afetado:População regional
• O que acontece agora:Acompanhamento dos desdobramentos oficiais pela redação

Resumo Minuto Regional

As populações de vertebrados selvagens ao redor do mundo registraram uma queda média de 73% entre 1970 e 2022. O dado faz parte do relatório Planeta Vivo, elaborado pela Sociedade Zoológica de Londres para o WWF Internacional, que monitorou 35.803 populações de 5.790 espécies de mamíferos, pássaros, peixes, répteis e anfíbios. O levantamento aponta que a redução média anual no período foi de 2,5%, refletindo um cenário de declínio persistente na biodiversidade global.

O impacto varia conforme o ecossistema analisado. O Índice de Água Doce apresentou a maior retração, com 85% de perda em 52 anos, o que representa uma média de 3,6% ao ano. Esse cenário é atribuído a alterações de habitat, construção de barragens e desvios que interrompem rotas migratórias. No mesmo período, o Índice Terrestre recuou 69%, com perda anual de 2,3%, enquanto o Índice Marinho registrou queda de 59%, diminuindo em um ritmo de 1,7% ao ano.

Regionalmente, a América Latina e o Caribe lideram a lista de maiores declínios, com uma redução de 95% nas populações de animais silvestres. Na sequência, a África apresenta queda de 80%, seguida pela Ásia e Pacífico com 49%, América do Norte com 28% e Europa e Ásia Central com 23%. Especialistas associam essa degradação aos modelos atuais de crescimento econômico e defendem mudanças estruturais na produção de energia e alimentos para reverter a tendência.

A perda de biodiversidade traz riscos à estabilidade econômica e ao bem-estar humano, uma vez que cerca de US$ 58 trilhões do PIB global de 2023 dependeram diretamente de atividades ligadas à natureza. Apesar do panorama negativo, o relatório destaca casos de sucesso. No Brasil, a população de onças-pintadas na Mata Atlântica cresceu 280% entre 2019 e 2025 devido a esforços conjuntos. Além disso, a tartaruga-verde deixou a classificação de espécie ameaçada em 2025, após cinco décadas de conservação.

As informações do estudo servirão de base para as discussões da Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade (COP17), que ocorrerá em 19 de outubro, em Yerevan, na Armênia. O documento reforça a necessidade de estratégias contínuas de restauração de ecossistemas e o enfrentamento direto das causas da perda de espécies para garantir a sustentabilidade dos sistemas globais.

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