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PIB do transporte cresce 1,1% no segundo trimestre de 2026, diz CNT

Agro•Atualizado há 19 d
PIB do transporte cresce 1,1% no segundo trimestre de 2026, diz CNT
Em 30 segundos
• O que aconteceu:O setor de Transporte, Armazenagem e Correio registrou um crescimento de 1,1% no segundo trimestre de 2026, na comparação com os três meses imediatamente anteriores. O dado, divulgado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), marca a interrupção de uma sequência de dois trimestres consecutivos de retração econômica para a área. Quando confrontado com o mesmo período de 2025, o avanço foi de 1,2%, enquanto o acumulado do primeiro semestre de 2026 aponta uma alta de 0,9%.
• Onde:Regional
• Quem é afetado:População regional
• O que acontece agora:Acompanhamento dos desdobramentos oficiais pela redação

Resumo Minuto Regional

O setor de Transporte, Armazenagem e Correio registrou um crescimento de 1,1% no segundo trimestre de 2026, na comparação com os três meses imediatamente anteriores. O dado, divulgado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), marca a interrupção de uma sequência de dois trimestres consecutivos de retração econômica para a área. Quando confrontado com o mesmo período de 2025, o avanço foi de 1,2%, enquanto o acumulado do primeiro semestre de 2026 aponta uma alta de 0,9%.

Apesar da recuperação trimestral, o desempenho mensal apresenta oscilações. Dados da Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE indicam que o volume de serviços de transporte subiu 0,4% em julho frente a junho. Contudo, no acumulado entre janeiro e julho de 2026, o indicador ainda registra uma queda de 1,4% na comparação com o mesmo intervalo do ano passado. A CNT observa que o cenário econômico brasileiro mostra sinais de moderação na demanda doméstica, o que impacta diretamente a procura por logística.

O comportamento dos diferentes modais é heterogêneo. O transporte terrestre apresentou um crescimento de 1,2% no acumulado do ano até julho. Em contrapartida, o setor aéreo sofreu uma retração de 13,3% no mesmo período. O transporte aquaviário, embora mantenha uma trajetória de queda no acumulado anual, atingiu em julho o maior patamar de sua série histórica, conforme o boletim da confederação.

A operação das empresas do setor enfrenta desafios significativos devido à elevação dos custos operacionais ao longo de 2026. Até agosto, o óleo diesel acumulou uma alta de 13,35%, com variação de 12,88% nos últimos doze meses. No mesmo recorte temporal, o óleo lubrificante registrou um aumento de 12,06% no ano, enquanto as tarifas de pedágios subiram 4,25%.

A diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende, ressaltou que o crescimento do setor ocorre em um ambiente de crédito restritivo e custos elevados. Segundo a entidade, a combinação de demanda enfraquecida, preços mais altos de insumos básicos e condições desfavoráveis de financiamento limita a capacidade das empresas para realizar a renovação de frotas e ampliar investimentos. O cenário atual reflete, portanto, um avanço moderado da atividade sob forte pressão financeira.

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