Resumo Minuto Regional
A influenciadora digital Paula Simões da Cruz, também conhecida como Paula Simões Assisi, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça Federal sob suspeita de envolvimento em um esquema de tráfico internacional de cocaína. A investigação da Polícia Federal aponta que ela teria assumido funções de liderança em uma organização criminosa ligada à 'Ndrangheta, a máfia italiana, após a detenção de seu marido, Patrick Assisi, e de seu sogro, Nicola Assisi, em julho de 2019, na cidade de Praia Grande, litoral de São Paulo.
No âmbito da Operação Eredità, a Polícia Federal identificou que Paula utilizava o codinome "Chanel" em um aplicativo de mensagens criptografadas, o SkyECC. A análise de conversas realizadas entre janeiro de 2020 e fevereiro de 2021 indica que a influenciadora teria coordenado carregamentos de entorpecentes destinados ao exterior, negociado com fornecedores e participado da movimentação financeira do grupo. Segundo os investigadores, ela teria administrado cerca de 2,2 toneladas de cocaína que permaneceram sob controle da organização após a prisão de seus familiares, mantendo a aquisição de novas cargas mesmo após apreensões.
Além das atividades criminosas, a influenciadora, que possui 29,5 mil seguidores em uma rede social onde compartilha conteúdos sobre estética, música e dança, tornou-se alvo de atenção após publicar uma frase em que afirmava ter coragem de "botar fogo" em outras pessoas. Não há, contudo, elementos que vinculem essa postagem específica aos crimes investigados ou que indiquem que a mensagem tenha sido direcionada a algum indivíduo determinado.
O esquema investigado também envolve o advogado Patrick Raasch Cardoso, de Santos. De acordo com a Polícia Federal, ele teria atuado como intermediário em contatos com traficantes internacionais ligados à máfia italiana e participado diretamente da coordenação das remessas de drogas. A Justiça Federal determinou, além da prisão preventiva dos envolvidos, o sequestro de imóveis e o bloqueio de contas bancárias, bens móveis e aplicações financeiras vinculadas aos suspeitos.
As acusações formuladas pela Polícia Federal seguem em fase de análise pelo Poder Judiciário. É importante ressaltar que a prisão preventiva possui caráter cautelar e não configura, neste momento, uma condenação definitiva. O processo judicial prossegue para apurar a extensão da participação de cada um dos investigados na estrutura criminosa e a responsabilidade sobre as movimentações de entorpecentes atribuídas ao grupo.
Contexto da publicação
- Localidade: Santos/SP.
- Tema: Segurança.
- 1 fonte consultada nesta publicação.
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