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Excedente da cota uruguaia de carne ao Brasil terá efeito apenas em 2027, considera Abiec

Agro•Atualizado há 20 d
Excedente da cota uruguaia de carne ao Brasil terá efeito apenas em 2027, considera Abiec
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• O que aconteceu:A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) avalia que a autorização para o Brasil utilizar o excedente da cota uruguaia de exportação de carne bovina para a China terá impacto prático apenas a partir de 2027. Embora a iniciativa seja vista como positiva pelo setor, a entidade ressalta que o tempo necessário para as etapas de negociação, embarque e trânsito da mercadoria torna os efeitos limitados para o ano de 2026.
• Onde:Regional
• Quem é afetado:População regional
• O que acontece agora:Acompanhamento dos desdobramentos oficiais pela redação

Resumo Minuto Regional

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) avalia que a autorização para o Brasil utilizar o excedente da cota uruguaia de exportação de carne bovina para a China terá impacto prático apenas a partir de 2027. Embora a iniciativa seja vista como positiva pelo setor, a entidade ressalta que o tempo necessário para as etapas de negociação, embarque e trânsito da mercadoria torna os efeitos limitados para o ano de 2026.

A medida surge como uma alternativa estratégica diante da cota brasileira de 1,128 milhão de toneladas. A Abiec alerta para o risco de esgotamento desse limite logo nos primeiros meses de 2027, caso o ritmo atual de vendas seja mantido. A entidade defende a criação de mecanismos que garantam maior previsibilidade e uma distribuição mais equilibrada dos embarques ao longo do ano, visando preservar o fluxo comercial com o mercado chinês, que permanece como o principal destino da proteína nacional.

Projeções da associação indicam que a cota brasileira de 2027 pode ser atingida entre março e abril, antecipando em três meses o esgotamento registrado neste ano. O setor adverte que volumes que superem o teto estabelecido pelos chineses ficam sujeitos a uma sobretaxa de 55%, o que inviabiliza as transações comerciais. Em contrapartida, o Uruguai possui autorização para embarcar 324 mil toneladas em 2026, volume que subirá para 331 mil toneladas em 2027. Dados setoriais apontam que, até meados de julho, o país vizinho havia utilizado menos de 30% de sua cota anual.

Apesar do anúncio feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o acordo com o presidente uruguaio, Yamandú Orsi, ainda não há uma confirmação oficial por parte do governo chinês. Até o momento, o Ministério do Comércio da China e a Embaixada do país não se manifestaram sobre a viabilidade da transferência de cotas.

A salvaguarda imposta pela China, que afeta todos os países exportadores, entrou em vigor no início deste ano e deve perdurar até o fim de 2028. A restrição impactou diretamente o volume de exportações brasileiras. Enquanto em junho foram embarcadas 158,3 mil toneladas, o volume caiu para cerca de 16,1 mil toneladas em agosto, conforme a cota se aproximava do limite.

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