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Especialista explica como ajustar o manejo do pasto na chegada das chuvas

Agro•Atualizado há 21 d
Especialista explica como ajustar o manejo do pasto na chegada das chuvas
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• O que aconteceu:O período de transição entre o fim da estiagem e o início das precipitações exige atenção redobrada dos produtores rurais no manejo das pastagens. Segundo o zootecnista Edmar Peluso, a forma como o pasto é conduzido neste intervalo determina o potencial produtivo da fazenda durante toda a estação chuvosa. O objetivo central é preparar a forragem para responder prontamente à umidade, garantindo uma rebrota vigorosa e eficiente.
• Onde:Regional
• Quem é afetado:População regional
• O que acontece agora:Acompanhamento dos desdobramentos oficiais pela redação

Resumo Minuto Regional

O período de transição entre o fim da estiagem e o início das precipitações exige atenção redobrada dos produtores rurais no manejo das pastagens. Segundo o zootecnista Edmar Peluso, a forma como o pasto é conduzido neste intervalo determina o potencial produtivo da fazenda durante toda a estação chuvosa. O objetivo central é preparar a forragem para responder prontamente à umidade, garantindo uma rebrota vigorosa e eficiente.

A recomendação técnica é que a pastagem chegue ao início das chuvas com uma altura ligeiramente inferior à mantida no auge da estação chuvosa. É fundamental evitar que o campo esteja excessivamente raspado ou degradado, mas também é preciso eliminar o acúmulo de palha e talos secos. A presença de material morto dificulta a resposta da planta às primeiras precipitações, enquanto o rebaixamento adequado estimula o perfilhamento, processo que gera novas unidades produtivas e aumenta a densidade de folhas.

Ao adotar esse manejo, o produtor pode antecipar em até trinta dias a disponibilidade de forragem verde em comparação com áreas onde o pasto foi mantido com excesso de estrutura velha. Esse ganho de tempo amplia a janela de produção, favorecendo diretamente o ganho de peso do rebanho e a produtividade de arrobas por hectare. A maior quantidade de perfilhos resulta em uma planta com maior capacidade de suporte, essencial para o aproveitamento do potencial de crescimento das forrageiras.

No entanto, a chegada das chuvas demanda cautela com a taxa de lotação. Como o rebrote inicial possui menor vigor do que uma pastagem plenamente estabelecida, é necessário evitar que o gado consuma o pasto de forma precoce ou excessiva. O controle rigoroso do momento de entrada e saída dos animais, utilizando conceitos de rotação, é uma estratégia recomendada para aumentar a eficiência da colheita do pasto e proteger o desenvolvimento das plantas.

O planejamento forrageiro deve ser encarado como um ciclo contínuo, onde o manejo nas águas prepara a estrutura para enfrentar a seca seguinte. Além da gestão da pastagem, o desempenho animal depende da integração entre a oferta de forragem, o fornecimento de suplementação e o acesso à água de qualidade. O gerenciamento desses três pilares, realizado de forma antecipada, é o que garante a segurança produtiva diante de variações climáticas e a otimização dos resultados por área.

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  • Tema: Agro.
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