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China e demanda interna explicam recorde no preço da arroba do boi gordo, diz analista do Cepea

Agro•Atualizado há 32 min
China e demanda interna explicam recorde no preço da arroba do boi gordo, diz analista do Cepea
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• O que aconteceu:O preço do boi gordo no Brasil atingiu patamares recordes, impulsionado por uma combinação de demanda interna aquecida, oferta restrita de animais e expectativas relacionadas ao mercado chinês. Em São Paulo, o Indicador Cepea/Esalq registrou o valor nominal de R$ 376,10 por arroba. O movimento de alta também se reflete no mercado atacadista, onde o preço da carcaça casada bovina alcançou níveis inéditos, acompanhando a valorização da matéria-prima.
• Onde:Regional
• Quem é afetado:População regional
• O que acontece agora:Acompanhamento dos desdobramentos oficiais pela redação

Resumo Minuto Regional

O preço do boi gordo no Brasil atingiu patamares recordes, impulsionado por uma combinação de demanda interna aquecida, oferta restrita de animais e expectativas relacionadas ao mercado chinês. Em São Paulo, o Indicador Cepea/Esalq registrou o valor nominal de R$ 376,10 por arroba. O movimento de alta também se reflete no mercado atacadista, onde o preço da carcaça casada bovina alcançou níveis inéditos, acompanhando a valorização da matéria-prima.

O consumo doméstico tem sido o principal pilar de sustentação para os preços elevados, absorvendo os custos mais altos da carne bovina mesmo diante de um cenário econômico desafiador. Segundo o analista do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), Tiago Baraio, a demanda interna, que representa a maior parcela da produção nacional, mantém as cotações firmes. Paralelamente, a oferta de gado pronto para o abate permanece limitada, influenciada pelas incertezas do setor e pela dinâmica de entrada de animais nos confinamentos durante o segundo semestre.

No cenário internacional, a China exerce influência direta sobre as expectativas do setor. Desde o final de setembro, compradores chineses sinalizaram interesse em negociações para garantir o abastecimento no início de 2027, período que marca a renovação da cota de importação de carne bovina. Esse interesse ocorre em um momento de incertezas geradas por restrições comerciais que têm impactado o ritmo das exportações brasileiras, mas a perspectiva de novas compras pelo país asiático contribui para manter o otimismo sobre a sustentação dos preços.

A estratégia dos pecuaristas também tem pressionado o mercado. Muitos produtores optam por adiar as vendas na expectativa de obter valores superiores, aproveitando o cenário de alta para buscar margens melhores. A viabilidade dessa retenção depende da capacidade financeira de cada produtor e das condições de manejo do rebanho. Enquanto isso, os frigoríficos enfrentam dificuldades para completar suas escalas de abate, o que intensifica a disputa comercial nas principais regiões pecuárias.

Em São Paulo, a frequência de negócios fechados a R$ 380 por arroba tem crescido, com operações pontuais chegando a R$ 385. A tendência para o restante do ano é de volatilidade, com oscilações nas cotações decorrentes do embate entre a necessidade de abastecimento da indústria e a busca dos pecuaristas por remunerações mais elevadas. O mercado segue atento a esses fatores, que devem ditar o ritmo das negociações até o encerramento do ciclo anual.

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  • Tema: Agro.
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