Resumo Minuto Regional
A cheia do Rio Ribeira de Iguape causou danos severos em Eldorado, no Vale do Ribeira, deixando cerca de 60% da área urbana submersa. Entre as propriedades atingidas está a residência do prefeito Noel Castelo da Costa, que teve o imóvel praticamente coberto pela água, chegando ao nível do ar-condicionado. O gestor, que atuava na coordenação do comitê de crise municipal no momento do incidente, contou com o apoio de familiares e amigos para retirar pertences antes que a estrutura fosse tomada pela enchente.
O impacto na região é amplo, com 148 famílias desabrigadas em todo o Vale do Ribeira, sendo 60 delas apenas em Eldorado. Para atender a essa demanda, a Defesa Civil do Estado de São Paulo estruturou 19 abrigos provisórios. Moradores locais relatam cenários inéditos de destruição, com ruas cobertas por lama e perdas materiais significativas em residências e estabelecimentos comerciais. Comerciantes que atuam na cidade há décadas precisaram realizar mutirões para salvar parte dos estoques antes da invasão da água.
A cronologia do desastre foi marcada por um alerta emitido pelo prefeito no último sábado, dia 12, quando ele solicitou que a população de áreas baixas evacuasse as casas devido ao risco iminente de nova elevação do nível do rio. Embora o volume de água tenha superado as previsões iniciais, o gestor destacou que a ação preventiva dos órgãos públicos foi fundamental para preservar vidas. O trabalho de monitoramento e assistência à população segue sendo coordenado pelo comitê de crise local.
O Governo de São Paulo oficializou a situação de emergência em cinco municípios atingidos pelas chuvas: Registro, Ribeira, Iporanga, Barra do Turvo e Piracaia. Eldorado e Sete Barras também figuram entre as cidades severamente afetadas. A homologação estadual é um passo técnico essencial para agilizar a resposta às comunidades atingidas, permitindo que o poder público estadual avance com procedimentos de apoio e o repasse de recursos financeiros destinados à recuperação das áreas danificadas.
Apesar dos prejuízos materiais, o foco das autoridades permanece na assistência aos desabrigados e na organização da limpeza urbana. O cenário pós-enchente revela o desafio de reconstrução para as famílias e para o setor comercial da região. O suporte estadual, viabilizado pela situação de emergência, deve nortear as próximas etapas de auxílio aos municípios, enquanto a Defesa Civil mantém o acompanhamento das condições hidrológicas do Rio Ribeira para evitar novos riscos aos moradores que ainda se encontram em áreas vulneráveis.
Contexto da publicação
- Localidade: Santos/SP.
- Tema: Clima.
- 1 fonte consultada nesta publicação.
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