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Carne bovina brasileira mantém preços elevados no exterior apesar da queda nas exportações

Política•Atualizado há 25 min
Carne bovina brasileira mantém preços elevados no exterior apesar da queda nas exportações
Em 30 segundos
• O que aconteceu:As exportações brasileiras de carne bovina apresentaram um cenário de contrastes em setembro, marcado pela redução no volume embarcado, mas sustentado por preços elevados no mercado internacional. Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), baseados em informações da Secretaria de Comércio Exterior, apontam que, embora o volume de proteína exportada tenha recuado 1,4% frente a agosto, a receita obtida pelos frigoríficos cresceu 1,3% no mesmo intervalo. Essa valorização da carne brasileira no exterior tem sido o fator determinante para compensar a queda na quantidade comercializada.
• Onde:Regional
• Quem é afetado:População regional
• O que acontece agora:Acompanhamento dos desdobramentos oficiais pela redação

Resumo Minuto Regional

As exportações brasileiras de carne bovina apresentaram um cenário de contrastes em setembro, marcado pela redução no volume embarcado, mas sustentado por preços elevados no mercado internacional. Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), baseados em informações da Secretaria de Comércio Exterior, apontam que, embora o volume de proteína exportada tenha recuado 1,4% frente a agosto, a receita obtida pelos frigoríficos cresceu 1,3% no mesmo intervalo. Essa valorização da carne brasileira no exterior tem sido o fator determinante para compensar a queda na quantidade comercializada.

O principal entrave para o desempenho do setor no mês foi a retração acentuada das vendas para a China, historicamente a maior compradora do produto nacional. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o Brasil exportou 229,3 mil toneladas em setembro, uma queda de 35,1% em relação ao mesmo mês de 2025. A receita total do período somou US$ 1,38 bilhão, recuo de 27,6% na comparação anual. O mercado chinês, especificamente, importou apenas 12,9 mil toneladas, volume 93,2% menor que o registrado no ano anterior, devido a novas cotas e tarifas adicionais impostas pelo país.

Para mitigar o impacto da redução chinesa, o setor buscou diversificar seus destinos, registrando avanços significativos em outros mercados. Os Estados Unidos ampliaram suas compras em 389%, totalizando 48,3 mil toneladas e um faturamento de US$ 313,8 milhões. O Chile também elevou suas importações em 87,2%, alcançando 19,4 mil toneladas, enquanto a Rússia registrou um aumento de 20,5%, com 13,1 mil toneladas adquiridas. Embora esses mercados tenham absorvido parte da oferta, os volumes ainda não foram suficientes para suprir integralmente a lacuna deixada pela demanda da China.

No acumulado de janeiro a setembro, o cenário reflete a resiliência do setor diante das oscilações comerciais. O Brasil exportou 2,43 milhões de toneladas, volume apenas 0,5% inferior ao mesmo período de 2025. No entanto, a receita acumulada atingiu US$ 14,17 bilhões, representando um crescimento de 14,1% na comparação anual. Esses números confirmam que a valorização da proteína bovina brasileira tem sido fundamental para manter o faturamento dos frigoríficos exportadores em patamares elevados, mesmo diante de restrições comerciais e variações no volume total de embarques.

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  • Tema: Política.
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