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Banco Mundial reduz ritmo esperado de crescimento na Europa e na Ásia Central

Agro•Atualizado há 5 d
Banco Mundial reduz ritmo esperado de crescimento na Europa e na Ásia Central
Em 30 segundos
• O que aconteceu:O Banco Mundial revisou suas projeções econômicas e estima que o crescimento na Europa e na Ásia Central deve desacelerar para 2,2%, um recuo em relação ao avanço de 2,6% registrado anteriormente. A instituição aponta que esse cenário é resultado de uma combinação de fatores, incluindo o encarecimento dos preços de energia, um ambiente de maior incerteza econômica e o desempenho mais fraco de parceiros comerciais estratégicos da região.
• Onde:Regional
• Quem é afetado:População regional
• O que acontece agora:Acompanhamento dos desdobramentos oficiais pela redação

Resumo Minuto Regional

O Banco Mundial revisou suas projeções econômicas e estima que o crescimento na Europa e na Ásia Central deve desacelerar para 2,2%, um recuo em relação ao avanço de 2,6% registrado anteriormente. A instituição aponta que esse cenário é resultado de uma combinação de fatores, incluindo o encarecimento dos preços de energia, um ambiente de maior incerteza econômica e o desempenho mais fraco de parceiros comerciais estratégicos da região.

A tendência de queda é considerada generalizada, afetando a maior parte dos países que compõem o bloco. Excluindo a Rússia, que detém cerca de 40% da produção regional, a expectativa é de que o crescimento recue para 3% em 2026, comparado aos 3,7% previstos para 2025. Apesar desse arrefecimento, o relatório observa que os impactos das perturbações nos mercados globais de commodities foram menos severos do que o inicialmente projetado pelos especialistas.

Apesar das dificuldades, a vice-presidente do Banco Mundial para a região, Antonella Bassani, destacou que as economias em desenvolvimento têm demonstrado resiliência. Esse comportamento é atribuído à redução da intensidade energética, ao fortalecimento de políticas governamentais e à manutenção de uma demanda interna robusta. A instituição sugere que o aumento da produtividade pode ser impulsionado pela adoção de inteligência artificial, desde que acompanhada por investimentos em competências educacionais e gerenciais.

No recorte sub-regional, a Ásia Central mantém o ritmo mais acelerado de expansão, com uma projeção de 5,8% para 2026. Esse desempenho é sustentado principalmente pela República Quirguiz, com estimativa de 9,6%, e pelo Uzbequistão, com 7,9%. Os números superam as previsões divulgadas em junho, que apontavam crescimentos de 5,2%, 6,1% e 6,4%, respectivamente, para a região e os dois países citados.

O cenário de cautela é reforçado pela persistência da inflação, mantida em níveis elevados pelos custos da energia. Além disso, o crescimento lento na União Europeia e a concorrência externa pressionam as exportações e a atividade industrial, com impactos diretos nas cadeias de suprimentos do setor automotivo. O Banco Mundial alerta que novos riscos podem agravar a situação, como a continuidade das hostilidades na Ucrânia, interrupções no comércio e o aumento nos custos de transporte e fertilizantes.

Por fim, o relatório aponta que condições globais de financiamento mais restritivas e a ocorrência de eventos climáticos extremos permanecem como ameaças significativas para o desenvolvimento regional. A avaliação final indica que, embora haja resiliência em setores específicos, a economia da Europa e da Ásia Central enfrenta desafios estruturais que exigem atenção constante às políticas de produtividade e ao gerenciamento de riscos externos.

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  • Tema: Agro.
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