Resumo Minuto Regional
O mercado brasileiro do boi gordo registrou uma valorização expressiva na última semana, impulsionada por uma forte expectativa de aumento na demanda para o último trimestre do ano. Em São Paulo, a arroba atingiu R$ 355, um crescimento de 4,41% em relação aos R$ 340 observados no período anterior. O cenário atual é marcado por um descompasso entre os preços do mercado físico e futuro, com uma diferença que superou os R$ 20, sugerindo um ajuste de convergência esperado para as próximas semanas.
A dinâmica de negociação varia conforme o porte dos frigoríficos. Enquanto as grandes indústrias mantêm escalas de abate mais confortáveis, utilizando animais de parceria e confinamentos próprios, os frigoríficos menores enfrentam dificuldades para compor seus estoques, sendo forçados a negociar de forma mais agressiva. No interior paulista, foram registrados negócios pontuais na casa dos R$ 360 por arroba, embora a média estadual permaneça entre R$ 350 e R$ 355.
O desempenho regional foi heterogêneo até o dia 17 de setembro. Além da alta em São Paulo, Goiás registrou valorização de 3,03%, alcançando R$ 340, enquanto Mato Grosso do Sul subiu 2,99%, chegando a R$ 345. Em Rondônia, a variação foi de 0,60%, fixando a arroba em R$ 335. Por outro lado, os preços permaneceram estáveis em Minas Gerais (R$ 335) e no Mato Grosso (R$ 330).
No atacado, o início do mês foi marcado por uma reposição aquecida entre atacado e varejo, estimulada pela entrada de salários. O quarto do traseiro bovino subiu 3,77%, cotado a R$ 27,50 por quilo, enquanto o dianteiro avançou 2,63%, atingindo R$ 19,50. Contudo, a segunda quinzena de setembro aponta para uma desaceleração no consumo, pressionada pela concorrência com as carnes de frango e suína, que apresentam maior competitividade em um cenário de restrição orçamentária das famílias.
As perspectivas para o final do ano são positivas, sustentadas pelo retorno da cota de exportação para a China em outubro e pelo aumento dos embarques para os Estados Unidos, que possuem uma demanda de 300 mil toneladas com tarifas reduzidas. Somam-se a isso a injeção de recursos das eleições e as festas de fim de ano. Até o momento, as exportações de setembro somaram 79,7 mil toneladas, com um preço médio de US$ 6.210,50 por tonelada, refletindo a movimentação do setor no mercado internacional.
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- Tema: Agro.
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