Resumo Minuto Regional
O mercado brasileiro de soja apresentou uma leve reação nesta terça-feira (6), acompanhando a recuperação técnica registrada na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Apesar do ajuste positivo, o ambiente de negócios permanece lento, com baixa liquidez e afastamento dos compradores. O cenário é reflexo direto da volatilidade cambial recente, que pressionou as cotações na última segunda-feira, quando os preços chegaram a recuar até R$ 10 por saca em algumas regiões do país.
No mercado físico, o comportamento foi heterogêneo entre as principais praças. Em Passo Fundo (RS), a saca subiu de R$ 147,00 para R$ 147,40, enquanto em Santa Rosa (RS) o valor passou de R$ 148,00 para R$ 148,40. Em Rio Grande (RS), houve alta para R$ 156,40. Por outro lado, Dourados (MS) registrou queda, fechando a R$ 144,00. Em Cascavel (PR), Rondonópolis (MT) e Rio Verde (GO), os preços permaneceram estáveis, cotados a R$ 143,00, R$ 141,00 e R$ 141,00, respectivamente. Paranaguá (PR) manteve o patamar de R$ 154,00.
A instabilidade observada no início da semana foi motivada principalmente pela queda acentuada do dólar, que encerrou o dia anterior a R$ 5,00. Analistas da Safras & Mercado apontam que o recuo nos valores foi pontual e concentrado nas indicações de compra, uma vez que os produtores brasileiros, focados no plantio da nova safra, optaram por reter a oferta à espera de melhores condições. Atualmente, 33% da nova safra já foi comercializada, superando o ritmo de 20% a 22% registrado no mesmo período do ano passado.
Internacionalmente, o mercado monitora o desempenho da colheita nos Estados Unidos, que atingiu 25% até o dia 4 de outubro, abaixo da média histórica de 33% para o período. O mercado aguarda o relatório de outubro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para esta sexta-feira, que pode trazer revisões nas estimativas de produtividade. Fatores como o clima, o conflito no Mar Negro e decisões sobre o uso de diesel no mercado norte-americano também influenciam as cotações futuras.
Quanto às margens de lucro, o impacto das quedas recentes é considerado limitado no momento, já que grande parte dos produtores antecipou a fixação de custos e negociou volumes da safra nova quando os preços estavam mais elevados. No entanto, a continuidade de um movimento de baixa prolongado pode pressionar a rentabilidade do setor. A cautela permanece como a tônica entre os produtores, que observam atentamente o comportamento do dólar e a evolução das cotações internacionais antes de avançar com novas negociações.
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- Tema: Agro.
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