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Abiec vê uso de cota uruguaia na China como alternativa mais relevante em 2027

Agro•Atualizado há 19 d
Abiec vê uso de cota uruguaia na China como alternativa mais relevante em 2027
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• O que aconteceu:A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) avalia que a utilização do excedente da cota de exportação de carne bovina do Uruguai para a China terá um impacto mais significativo apenas a partir de 2027. Embora a entidade considere positiva qualquer iniciativa que amplie o acesso do produto brasileiro ao mercado chinês, o aproveitamento dessa alternativa em 2026 seria limitado devido ao tempo necessário para os trâmites de negociação, embarque e trânsito das mercadorias.
• Onde:Regional
• Quem é afetado:População regional
• O que acontece agora:Acompanhamento dos desdobramentos oficiais pela redação

Resumo Minuto Regional

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) avalia que a utilização do excedente da cota de exportação de carne bovina do Uruguai para a China terá um impacto mais significativo apenas a partir de 2027. Embora a entidade considere positiva qualquer iniciativa que amplie o acesso do produto brasileiro ao mercado chinês, o aproveitamento dessa alternativa em 2026 seria limitado devido ao tempo necessário para os trâmites de negociação, embarque e trânsito das mercadorias.

O debate sobre essa cooperação surgiu após um encontro bilateral entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente uruguaio, Yamandú Orsi, em Nova York. Na ocasião, o governo brasileiro agradeceu a disposição do Uruguai em compartilhar o excedente de sua cota de exportação destinada à China, principal destino da carne bovina produzida no Brasil. A medida é vista como uma estratégia para contornar possíveis gargalos no volume de vendas.

Atualmente, o Brasil opera com uma cota de 1,128 milhão de toneladas para o mercado chinês. A Abiec alerta que, caso o ritmo atual de exportações seja mantido, existe o risco real de esgotamento desse limite já nos primeiros meses do ano. Diante desse cenário, a cota uruguaia surge como uma possibilidade adicional para garantir o abastecimento e evitar interrupções no fluxo comercial entre os dois países.

Para a entidade, a gestão eficiente do volume embarcado é fundamental para a estabilidade do setor. A Abiec defende a implementação de mecanismos que garantam maior previsibilidade e uma distribuição mais equilibrada dos embarques ao longo de todo o ano. O objetivo central é preservar a continuidade das exportações, assegurando que a demanda chinesa seja atendida sem sobressaltos que prejudiquem a cadeia produtiva nacional.

A posição da associação reforça que, embora a colaboração com o Uruguai seja uma alternativa estratégica, ela não substitui a necessidade de uma administração rigorosa das cotas brasileiras. A discussão sobre o excedente uruguaio é tratada como um complemento importante para o atendimento ao mercado chinês, especialmente em momentos de vendas aceleradas, consolidando-se como uma ferramenta de apoio para os próximos anos.

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