Resumo Minuto Regional
Uma agricultora de Batatais, no interior de São Paulo, enfrenta um prejuízo financeiro acumulado de R$ 15 mil devido a um golpe envolvendo o financiamento indevido de seu veículo. Sônia Mani teve o automóvel, adquirido à vista por seu marido em 2020, utilizado por uma desconhecida no Rio Grande do Sul para obter um empréstimo bancário sem qualquer autorização ou conhecimento dos proprietários.
A fraude foi descoberta em agosto, quando um oficial de Justiça compareceu à residência da vítima acompanhado pela Polícia Militar para cumprir um mandado de busca e apreensão. O procedimento foi motivado pela inadimplência de um financiamento realizado em Canoas (RS). A agricultora, que nunca esteve no estado gaúcho, apresentou a nota fiscal original e conseguiu evitar a apreensão imediata do bem, registrando um boletim de ocorrência para apurar o uso indevido de seus documentos.
O impacto na rotina da família é severo. Impedida de utilizar o próprio carro, que permanece com restrições administrativas, Sônia tem arcado com custos de aluguel de veículos para manter suas atividades e garantir o transporte de sua mãe, de 92 anos, especialmente em situações de necessidade. A agricultora relata que, embora a Justiça tenha determinado o desbloqueio do automóvel na semana passada, o sistema ainda não foi atualizado, mantendo o impedimento para circulação e venda.
O C6 Bank, instituição financeira responsável pelo contrato, afirmou em nota que o caso decorre de uma fraude externa cometida por terceiros em uma revendedora no Rio Grande do Sul. Segundo o banco, o financiamento foi aprovado com base em documentos legítimos, mas o veículo utilizado na operação possuía placa clonada. A instituição informou que retirou as restrições sobre o carro da agricultora e que está adotando medidas judiciais contra a revendedora envolvida, que foi bloqueada e será descredenciada.
Apesar do posicionamento do banco, a vítima contesta a legitimidade do processo, ressaltando que não houve assinatura de contrato por parte dela ou de seu marido, nem o recebimento de qualquer valor financeiro. Sônia aponta que a fraude envolveu a falsificação de documentos para viabilizar a operação bancária, que totalizaria cerca de R$ 130 mil em pagamentos. Enquanto a situação documental não é regularizada nos sistemas oficiais, a agricultora segue aguardando a liberação definitiva para retomar o uso do seu patrimônio.
Contexto da publicação
- Localidade: Ribeirão Preto/SP.
- Tema: Segurança.
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