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Resultado de júri que afastou tentativa de feminicídio é 'chocante' e frustra comunidade de Cajuru, SP, diz advogado da vítima

Ribeirão Preto•Segurança•Atualizado há 23 d
Resultado de júri que afastou tentativa de feminicídio é 'chocante' e frustra comunidade de Cajuru, SP, diz advogado da vítima
Em 30 segundos
• O que aconteceu:O júri popular realizado na última quinta-feira (17), em Cajuru, SP, decidiu afastar a acusação de tentativa de feminicídio contra Denis Cipriano de Carvalho Silva, réu pelo caso em que a namorada, a comerciante Gabriele Carolina Gonçalves, caiu de um carro em movimento. A decisão, que frustrou a acusação, ocorreu após os jurados entenderem que não houve intenção de matar, retirando o caso da competência do tribunal do júri e transferindo a sentença para o juiz. O magistrado condenou o réu por lesão corporal grave no âmbito de violência doméstica e por descumprimento de medida protetiva, totalizando uma pena de 3 anos, 6 meses e 20 dias em regime aberto.
• Onde:Ribeirão Preto/SP
• Quem é afetado:Moradores e comunidade de Ribeirão Preto
• O que acontece agora:Acompanhamento dos desdobramentos oficiais pela redação

Resumo Minuto Regional

O júri popular realizado na última quinta-feira (17), em Cajuru, SP, decidiu afastar a acusação de tentativa de feminicídio contra Denis Cipriano de Carvalho Silva, réu pelo caso em que a namorada, a comerciante Gabriele Carolina Gonçalves, caiu de um carro em movimento. A decisão, que frustrou a acusação, ocorreu após os jurados entenderem que não houve intenção de matar, retirando o caso da competência do tribunal do júri e transferindo a sentença para o juiz. O magistrado condenou o réu por lesão corporal grave no âmbito de violência doméstica e por descumprimento de medida protetiva, totalizando uma pena de 3 anos, 6 meses e 20 dias em regime aberto.

O episódio ocorreu em janeiro de 2025, na região central da cidade, após uma discussão em um evento local. Segundo a denúncia do Ministério Público, Gabriele foi agredida com um soco, puxada pelos cabelos e forçada a entrar no veículo. A vítima relatou que, ao tentar escapar das agressões, foi arremessada do carro em movimento pelo namorado, chegando a ser arrastada por alguns metros devido ao pé ter ficado preso no automóvel. Ela foi socorrida e transferida para o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto devido à gravidade dos ferimentos na cabeça.

A defesa de Denis, representada pelo advogado Mauricio Ferraz, sustentou que a vítima pulou do veículo por vontade própria e que o réu tentou socorrê-la logo após a queda, classificando a versão da acusação como uma narrativa falsa. Por outro lado, o assistente de acusação, Djalma Fregnani Junior, classificou o resultado do julgamento como chocante. Durante o processo, a acusação apresentou o histórico do réu, que incluía três medidas protetivas e um relato de uma ex-namorada sobre um relacionamento abusivo vivido entre 2012 e 2016.

Denis estava preso desde março de 2025, após ter descumprido uma medida protetiva solicitada pela vítima após sua alta hospitalar. Com a nova sentença, a Justiça expediu um alvará de soltura em favor do réu. O Ministério Público informou que analisa a possibilidade de recorrer da decisão judicial. O caso segue em aberto, com a possibilidade de novos desdobramentos jurídicos a partir da análise da promotoria sobre a sentença proferida.

📍 Contexto RegionalO fato possui recorte confirmado para Ribeirão Preto/SP, município localizado na região de Ribeirão Preto.

Contexto da publicação

  • Localidade: Ribeirão Preto/SP.
  • Tema: Segurança.
  • 1 fonte consultada nesta publicação.

Este resumo editorial foi elaborado a partir das referências listadas. Para conferir detalhes, contexto completo e atualizações, consulte a publicação original.

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G1 Ribeirão Preto e FrancaPublicação que originou este resumo
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