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PIB do Pará cresce 1,17% no segundo trimestre de 2026

Clima•Atualizado há 1 h
PIB do Pará cresce 1,17% no segundo trimestre de 2026
Em 30 segundos
• O que aconteceu:A economia do Pará apresentou um desempenho superior ao cenário nacional no segundo trimestre de 2026, com um crescimento de 1,17% em relação aos três meses anteriores, superando a estabilidade de 0,48% registrada no Brasil. Os dados, compilados pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) com base no IBGE, indicam que o Produto Interno Bruto (PIB) estadual atingiu R$ 74,8 bilhões, elevando a participação paraense para 2,2% na economia brasileira, que somou R$ 3,42 trilhões no período.
• Onde:Regional
• Quem é afetado:População regional
• O que acontece agora:Acompanhamento dos desdobramentos oficiais pela redação

Resumo Minuto Regional

A economia do Pará apresentou um desempenho superior ao cenário nacional no segundo trimestre de 2026, com um crescimento de 1,17% em relação aos três meses anteriores, superando a estabilidade de 0,48% registrada no Brasil. Os dados, compilados pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) com base no IBGE, indicam que o Produto Interno Bruto (PIB) estadual atingiu R$ 74,8 bilhões, elevando a participação paraense para 2,2% na economia brasileira, que somou R$ 3,42 trilhões no período.

O setor de serviços manteve a liderança no estado, movimentando R$ 39,4 bilhões, o que representa 52,6% do PIB local. O segmento foi sustentado pela administração pública e serviços prestados às famílias, acumulando um crescimento de 3,37% no primeiro semestre de 2026. Esse dinamismo refletiu diretamente no mercado de trabalho, com a criação de 6.033 novos postos com carteira assinada no setor de serviços e comércio apenas no segundo trimestre, totalizando mais de 13,2 mil vagas formais abertas nos seis primeiros meses do ano.

A agropecuária foi o principal motor da recuperação econômica, com alta de 8,72% no trimestre, superando os 2,82% nacionais. O resultado foi impulsionado pelo clima favorável à colheita do milho de segunda safra, que atingiu 1,59 milhão de toneladas, além do aumento no abate de bovinos e da valorização de 19% no preço do boi gordo. No acumulado do semestre, o setor agropecuário cresceu 7,08%, com destaque para as altas na produção de cana-de-açúcar, mandioca e cacau, consolidando sua relevância ao responder por 5,6% da produção agropecuária federal.

A indústria paraense registrou alta de 2,88% no segundo trimestre, impulsionada pela produção recorde no complexo de ferro S11D, que atingiu 23,4 milhões de toneladas, um avanço de 11,9% no ano. Contudo, o setor ainda enfrenta desafios, acumulando queda de 10,36% no semestre devido à menor disponibilidade de minério no Sistema Norte da Vale e à desvalorização da commodity no mercado internacional. A construção civil também apresentou recuo de 4,62%, pressionada por um aumento de 6% nos custos, medidos pelo INCC, no período pós-COP 30.

No comparativo anual, o PIB do Pará teve um ligeiro recuo de 0,07% frente ao segundo trimestre de 2025, enquanto o Brasil avançou 1,98%. O resultado estadual foi impactado pela retração na indústria extrativa, que não foi totalmente compensada pelo desempenho positivo dos serviços e da agropecuária. Apesar das oscilações setoriais, o acumulado do primeiro semestre de 2026 coloca a economia paraense em campo positivo, com um crescimento de 0,33%, sinalizando uma trajetória de recuperação gradual frente aos desafios enfrentados pela produção mineral.

Contexto da publicação

  • Tema: Clima.
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