Resumo Minuto Regional
A Petrobras alcançou, no primeiro semestre de 2026, a maior margem de lucro entre as principais petroleiras globais, superando companhias como a Saudi Aramco, a ExxonMobil e a Chevron. O levantamento, divulgado pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e coordenado pelo economista Cloviomar Cararine, do Dieese, marca a primeira vez que a estatal brasileira ocupa o topo deste ranking específico desde o início da série histórica, em 2020.
A margem de lucro, que indica a eficiência ao medir a proporção da receita que se converte em ganho líquido após o pagamento de custos, despesas e tributos, atingiu 29,15% para a Petrobras no período. Com esse índice, a empresa brasileira superou a Saudi Aramco, que registrou 25,48%, e distanciou-se de concorrentes como Chevron (18,01%) e ExxonMobil (16,33%). Em valores absolutos, a estatal brasileira obteve um lucro líquido de R$ 85,1 bilhões no semestre.
O desempenho financeiro é atribuído a uma combinação de fatores operacionais. Segundo o estudo, a eficiência da companhia foi impulsionada pelo aumento da produção, pela valorização dos preços internacionais do petróleo — influenciada pelo conflito no Oriente Médio — e pela redução de gastos gerais. A estrutura integrada da empresa, que atua tanto na extração quanto no refino, também foi apontada como um diferencial estratégico para a resiliência do negócio frente a crises globais.
Dados operacionais do segundo trimestre de 2026 corroboram o cenário de alta produtividade. A Petrobras registrou a maior produção de sua história, alcançando 3,34 milhões de barris de óleo equivalente por dia, com cerca de 30% desse volume destinado ao mercado externo. Paralelamente, o Fator de Utilização das refinarias atingiu a marca recorde de 101,2%, indicando o nível máximo de operação das unidades de processamento.
Embora lidere em margem de lucro, a Petrobras ocupa a terceira posição no ranking global de lucro líquido em dólar, com US$ 16,6 bilhões. A Saudi Aramco permanece na liderança absoluta com US$ 65,4 bilhões, seguida pela ExxonMobil, com US$ 18,7 bilhões. O estudo do Dieese baseou-se em informações financeiras públicas das próprias companhias, excluindo do comparativo empresas chinesas como a Sinopec e a PetroChina.
Contexto da publicação
- Localidade: Franca/SP.
- Tema: Agro.
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