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Medidas para combustíveis custarão R$ 2,7 bilhões por mês, diz Moretti

Clima•Atualizado há 33 min
Medidas para combustíveis custarão R$ 2,7 bilhões por mês, diz Moretti
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• O que aconteceu:O governo federal anunciou um novo pacote de medidas voltado ao setor de combustíveis, com um impacto financeiro estimado em R$ 2,7 bilhões mensais. O conjunto de ações, apresentado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento, engloba a prorrogação e ampliação da desoneração da gasolina, a desoneração do etanol hidratado, além do aumento das subvenções destinadas tanto ao etanol quanto ao óleo diesel. As medidas possuem validade inicial de 30 dias e foram estruturadas sob a premissa de neutralidade fiscal.
• Onde:Regional
• Quem é afetado:População regional
• O que acontece agora:Acompanhamento dos desdobramentos oficiais pela redação

Resumo Minuto Regional

O governo federal anunciou um novo pacote de medidas voltado ao setor de combustíveis, com um impacto financeiro estimado em R$ 2,7 bilhões mensais. O conjunto de ações, apresentado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento, engloba a prorrogação e ampliação da desoneração da gasolina, a desoneração do etanol hidratado, além do aumento das subvenções destinadas tanto ao etanol quanto ao óleo diesel. As medidas possuem validade inicial de 30 dias e foram estruturadas sob a premissa de neutralidade fiscal.

A estratégia do governo para custear essas ações baseia-se na utilização de receitas extraordinárias provenientes da alta nos preços internacionais do petróleo. Segundo o ministro Bruno Moretti, esses valores serão incorporados à meta do resultado primário, funcionando como um mecanismo de proteção à renda da população. O governo reforçou que o Imposto de Exportação sobre o petróleo bruto será mantido enquanto a cotação do barril do tipo Brent permanecer acima de US$ 100, embora a cobrança não tenha caráter permanente.

No que diz respeito ao óleo diesel, o governo instituiu uma nova subvenção de R$ 1,40 por litro para o produto importado, mantendo o subsídio de R$ 2,12 por litro já aplicado ao diesel doméstico. A previsão é que a subvenção ao diesel importado alcance 1,2 milhão de litros durante o período de vigência. O Ministério do Planejamento assegurou que não há risco de desabastecimento no país, destacando que o balanço entre oferta e demanda permanece positivo e que a medida visa garantir a estabilidade dos preços internos.

Para o setor de etanol, o montante destinado à subvenção foi elevado de R$ 450 milhões para R$ 800 milhões. Sobre a implementação técnica, o governo informou que a subvenção ao diesel importado será formalizada por meio de uma portaria do Ministério da Fazenda, enquanto as decisões referentes à gasolina e ao etanol serão oficializadas via decreto. O ministro também descartou, neste momento, qualquer alteração na mistura obrigatória de biodiesel ao combustível fóssil.

Além das questões orçamentárias e técnicas, o governo enfatizou a necessidade de fiscalização rigorosa para assegurar que os efeitos dessas medidas sejam efetivamente repassados aos consumidores finais nas bombas dos postos de combustíveis. A expectativa é que o pacote auxilie na contenção de custos para os usuários, utilizando o excedente de arrecadação gerado pela valorização da commodity no mercado global para mitigar a pressão inflacionária sobre os preços dos combustíveis no mercado interno brasileiro.

Contexto da publicação

  • Tema: Clima.
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