Resumo Minuto Regional
Uma agricultora residente em Batatais, na região de Ribeirão Preto, enfrenta uma batalha judicial após descobrir que seu veículo foi utilizado como garantia em um financiamento fraudulento realizado no Rio Grande do Sul. O caso veio à tona em agosto, quando um oficial de Justiça, acompanhado por policiais, compareceu à residência da vítima com uma ordem de busca e apreensão. O motivo seria o não pagamento das parcelas de um contrato firmado em Canoas (RS) por uma desconhecida, utilizando o carro da família sem qualquer autorização.
O automóvel, adquirido à vista pelo marido da agricultora em 2020, nunca saiu do estado de São Paulo. Ao ser confrontada pela equipe de busca, a proprietária apresentou a nota fiscal original e comprovou que o bem não havia sido vendido nem alienado. Diante dos argumentos e da documentação apresentada, o oficial de Justiça optou por não efetuar a apreensão imediata do veículo, reconhecendo a veracidade das alegações da moradora.
Segundo as informações levantadas pela vítima, o contrato de financiamento teria liberado R$ 70 mil para a suposta compradora, com um valor total de quitação superior a R$ 130 mil. A agricultora sustenta que houve falsificação de documentos, uma vez que não existe assinatura de seu marido nos papéis do banco e nenhum valor foi recebido pela família. O C6 Bank, instituição financeira apontada como responsável pelo crédito, não se manifestou sobre a legalidade do processo até o momento.
A situação gerou graves prejuízos financeiros e logísticos para a família. Embora uma decisão judicial de 22 de setembro tenha determinado o desbloqueio do veículo, o sistema ainda mantém restrições que impedem a venda ou a circulação regular do automóvel. A agricultora, que utiliza o carro para prestar assistência à mãe de 92 anos, viu-se obrigada a alugar outro veículo para manter sua rotina, acumulando gastos que já somam R$ 15 mil, além das despesas com honorários advocatícios para provar a fraude.
Atualmente, o caso segue sob investigação da Polícia Civil, que apura o uso indevido de documentos e a suspeita de estelionato. Enquanto o sistema não é atualizado para refletir a decisão judicial de desbloqueio, a proprietária permanece impossibilitada de utilizar o bem que adquiriu legalmente. A expectativa da defesa é que a baixa definitiva das restrições ocorra para que a agricultora possa retomar o uso do veículo e encerrar o transtorno causado pela utilização indevida de seus dados pessoais em uma transação bancária da qual nunca participou.
Contexto da publicação
- Localidade: Ribeirão Preto/SP.
- Tema: Segurança.
- 1 fonte consultada nesta publicação.
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