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Tecnologia e parceria: a estratégia de uma gigante do processamento de tomate

Agro•Atualizado há 6 h
Tecnologia e parceria: a estratégia de uma gigante do processamento de tomate
Em 30 segundos
• O que aconteceu:A Kraft Heinz alcançou a autossuficiência na produção de pasta de tomate no Brasil em 2025, eliminando a necessidade de importar o insumo da Califórnia, como ocorria há uma década. A marca atingiu esse patamar após um ciclo de cinco anos de investimentos, totalizando R$ 1 bilhão aplicados em tecnologia, processos industriais e estruturação da cadeia produtiva nacional. Atualmente, a operação brasileira processa cerca de 5 bilhões de tomates por ano, mantendo a estabilidade da área cultivada enquanto busca ganhos de produtividade.
• Onde:Regional
• Quem é afetado:População regional
• O que acontece agora:Acompanhamento dos desdobramentos oficiais pela redação

Resumo Minuto Regional

A Kraft Heinz alcançou a autossuficiência na produção de pasta de tomate no Brasil em 2025, eliminando a necessidade de importar o insumo da Califórnia, como ocorria há uma década. A marca atingiu esse patamar após um ciclo de cinco anos de investimentos, totalizando R$ 1 bilhão aplicados em tecnologia, processos industriais e estruturação da cadeia produtiva nacional. Atualmente, a operação brasileira processa cerca de 5 bilhões de tomates por ano, mantendo a estabilidade da área cultivada enquanto busca ganhos de produtividade.

O modelo de negócio baseia-se em uma rede de cerca de 15 produtores parceiros, que cultivam aproximadamente 2,5 mil hectares de tomate, além de áreas destinadas a milho e pepino. A estratégia de cultivo envolve a seleção de variedades adaptadas às condições climáticas de cada região. A empresa disponibiliza mais de 150 tipos de sementes, escolhidas conforme o regime de chuvas, temperatura e altitude de cada propriedade, contando com suporte técnico de uma unidade de desenvolvimento de sementes na Califórnia.

A eficiência logística é um pilar central da operação. Após a colheita, o fruto deve ser transportado para a fábrica em Nerópolis, Goiás, em um intervalo inferior a seis horas. A unidade industrial recebe, em média, 100 caminhões de tomate diariamente. O rigoroso controle de qualidade avalia critérios como cor, viscosidade e teor de açúcar, essenciais para a fabricação do ketchup e de novos produtos, como a versão zero açúcar, que demanda uma concentração maior de polpa de tomate para manter a consistência do produto final.

Os produtores parceiros, como Fábio Alves, destacam que o fornecimento de mudas prontas pelos viveiros e o acesso a defensivos específicos conferem maior segurança ao manejo. Contudo, o clima permanece como o principal desafio, especialmente devido ao risco de chuvas durante a colheita, que dificultam o trabalho no campo, já que o tomate é cultivado diretamente no solo. Apesar disso, a tecnologia tem permitido avanços: para a safra atual, a empresa projeta um aumento de 15% na produção sem a necessidade de expandir a área plantada, além de registrar uma redução no consumo de água.

Contexto da publicação

  • Tema: Agro.
  • 1 fonte consultada nesta publicação.

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