Resumo Minuto Regional
O condutor do táxi aquático envolvido no acidente que resultou na morte da brasileira Gabriela Querino Elorriaga, de 26 anos, e de seu marido, o italiano Sean Michieli, de 25, estava sob efeito de álcool e entorpecentes no momento da colisão. A informação foi divulgada pela advogada Mariarosa Cozza, que representa a família de Michieli. Além da acusação sobre o estado do motorista, a defesa aponta que o proprietário da embarcação teria tentado se desfazer de bens avaliados em quase 1 milhão de euros, incluindo a licença do táxi, em uma suposta tentativa de evitar o pagamento de futuras indenizações.
O caso, ocorrido no Canal de Tessera, na Lagoa de Veneza, é investigado pela Procuradoria de Veneza como homicídio culposo e naufrágio culposo. Até o momento, o órgão oficial não confirmou os resultados dos exames toxicológicos do condutor, que segue sob investigação. A defesa do motorista e a própria Procuradoria não retornaram aos pedidos de posicionamento sobre as novas alegações apresentadas pela advogada da família das vítimas.
A cronologia do acidente aponta que a colisão entre o barco do casal e o táxi aquático aconteceu no sábado, dia 12. Sean Michieli foi resgatado em estado grave, mas faleceu no domingo, dia 13. Gabriela, que era natural de Ribeirão Preto (SP) e residia na Itália há dois anos, permaneceu desaparecida até a terça-feira, dia 15, quando seu corpo foi localizado pelas equipes de busca na lagoa. O casal vivia na ilha de Burano e havia oficializado a união em junho deste ano.
Os procedimentos legais seguem em curso com a realização das autópsias, agendadas para a próxima segunda-feira, dia 21, em Veneza. Segundo a representação jurídica da família, os exames são etapas fundamentais do processo penal. Somente após a conclusão dessas perícias e a liberação oficial dos corpos é que os familiares poderão definir os detalhes e os locais para as cerimônias de velório e sepultamento.
A Procuradoria de Veneza determinou a realização de perícias nos bens apreendidos para reconstruir a dinâmica exata do acidente. Paralelamente, o Itamaraty acompanha o desdobramento do caso por meio do Consulado-Geral do Brasil em Milão, prestando assistência consular aos familiares. Sobre o translado dos restos mortais, o órgão ressaltou que o governo brasileiro realiza o transporte de corpos de cidadãos falecidos no exterior apenas em situações excepcionais e devidamente motivadas.
Contexto da publicação
- Localidade: Ribeirão Preto/SP.
- Tema: Segurança.
- 1 fonte consultada nesta publicação.
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