Home/Agro/Setor de pescados no Brasil cresce, mas enfrenta desafios internacionais
AgroImprensa

Setor de pescados no Brasil cresce, mas enfrenta desafios internacionais

Agro•Atualizado há 23 d
Setor de pescados no Brasil cresce, mas enfrenta desafios internacionais
Em 30 segundos
• O que aconteceu:O setor de pescados consolidou-se como a proteína animal com maior ritmo de expansão no agronegócio brasileiro. Embora o volume de produção ainda seja inferior ao de aves, suínos e bovinos, a atividade registra avanços expressivos na última década, impulsionada principalmente pela tilápia. Esta espécie, que responde por 70% da produção nacional, apresentou um crescimento de quase 150% no período, tornando-se o carro-chefe das exportações do segmento.
• Onde:Regional
• Quem é afetado:População regional
• O que acontece agora:Acompanhamento dos desdobramentos oficiais pela redação

Resumo Minuto Regional

O setor de pescados consolidou-se como a proteína animal com maior ritmo de expansão no agronegócio brasileiro. Embora o volume de produção ainda seja inferior ao de aves, suínos e bovinos, a atividade registra avanços expressivos na última década, impulsionada principalmente pela tilápia. Esta espécie, que responde por 70% da produção nacional, apresentou um crescimento de quase 150% no período, tornando-se o carro-chefe das exportações do segmento.

A trajetória de crescimento, contudo, enfrenta obstáculos significativos no cenário global, especialmente nas relações comerciais com os Estados Unidos. Em julho de 2020, o governo norte-americano aplicou um aumento tarifário que impactou diretamente os exportadores brasileiros. Para mitigar os danos, o setor uniu forças com a National Fisheries Institute (NFI) em audiências com autoridades dos EUA, destacando a relevância do produto brasileiro para um mercado que importa 85% do pescado que consome.

O esforço diplomático e comercial resultou em ajustes importantes na política tarifária. Atualmente, o filé de tilápia fresco foi incluído em uma lista de isenção, o que favorece a competitividade do produto nacional, beneficiado pela logística eficiente que permite entregas rápidas ao mercado americano. Em contrapartida, o filé de tilápia congelado permanece sujeito a uma tarifa de 25%, mantendo o desafio de custos para esse formato específico.

Paralelamente à disputa nos EUA, o Brasil trabalha para retomar o acesso ao mercado da União Europeia, fechado há nove anos devido a questões de controle sanitário. O setor afirma que as irregularidades apontadas foram corrigidas e que o país já passou por uma auditoria técnica europeia, etapa fundamental para a reabertura das exportações. A diversificação dos destinos internacionais é a estratégia central para garantir a sustentabilidade do negócio a longo prazo.

Atualmente, a tilápia representa 51% do total das exportações brasileiras de proteína animal, mas a pauta exportadora é composta por outros itens estratégicos. A corvina lidera o ranking em volume, enquanto a lagosta produzida no Nordeste destaca-se como o principal item em valor financeiro. O portfólio de vendas externas é complementado pelo atum e pela cavalinha, reforçando a variedade da produção nacional.

Contexto da publicação

  • Tema: Agro.
  • 1 fonte consultada nesta publicação.

Este resumo editorial foi elaborado a partir das referências listadas. Para conferir detalhes, contexto completo e atualizações, consulte a publicação original.

Seu gostei ajuda a priorizar temas parecidos por editoria e localização no seu dispositivo.

Notícias semelhantes

Fonte original desta notícia

Canal RuralPublicação que originou este resumo
Acessar Fonte